sábado, 26 de dezembro de 2009

Walk Awhile in My Shoes – Ande um pouco com os meus sapatos – parte 12

Será que os nossos critérios para escolha de candidatos a promoção está sendo adequado? Será que os candidatos conhecem as regras?

“Sobre Seleção e Promoção...”

... NA VISÃO DO GERENTE
Quando o assunto é selecionar pessoas para promoção, tarefas especiais ou algo do gênero é duro ganhar. Duro, é claro, se eu prestar alguma atenção sobre o que os candidatos pensam.
Aqui está o cenário: Dez pessoas estão competindo por Uma promoção. Não importa quem eu escolha, uma pessoa achará que eu fiz a escolha certa e as outras nove acharão que eu falhei. Se você for a pessoa que eu escolhi, provavelmente irá sugerir que eu não preste atenção ao que os outros pensam. Certamente, se você não foi selecionado irá, sem dúvida, questionar os motivos que me levaram a fazer uma seleção que tanta gente acha que foi errada. Conseguiu perceber?
Há muito mais coisas em uma decisão de seleção do que você possa imaginar. Algumas vezes, pode parecer que eu escolhi uma pessoa de quem gosto. Bem, isso pode chocar você, mas é verdade! Mas o fato de eu gostar dessa pessoa é determinado pelo peso de muitos fatores, como habilidades técnicas, habilidades interpessoais, o que nós estamos precisando agora, o que iremos precisar no futuro, o desempenho passado, senioridade, aspectos de diversidade, interesses, habilitações e muito mais. Você não tem que usar os mesmos critérios para determinar de quem você gosta.
Então, se você está tentado a questionar minhas decisões de seleção e promoção, lembre-se deste simples fato: eu tenho que conviver com a pessoa que escolhi, assim como você. Não há maneira para selecionar alguém que eu não ache que poderia dar conta do trabalho de forma adequada.
Quando o assunto for seleção e promoção, tente ....
ANDAR UM POUCO COM OS MEUS SAPATOS.

Baseado no livro Walk Awhile in my Shoes, traduzido e adaptado com permissão exclusiva da Performance Systems Corporation para a Bahia Consult

domingo, 20 de dezembro de 2009

Walk Awhile in My Shoes – Ande um pouco com os meus sapatos – parte 11

De ambos os lados, temos a tendência de julgar os outros sem conhecer todos os pormenores envolvidos em seus atos. Será que estamos sendo justos?

“Sendo objetivo, consistente e justo”…

… NA VISÃO DO GERENTE
Às vezes, sou acusado de ser reservado, me manter distante, difícil de me dar a conhecer. Bem, eu admito… algumas vezes sou culpado desta acusações. Mas, antes que você vá logo assumindo que eu sou um elitista ou um antipático arrogante, gostaria que você considerasse as razões pelas quais, frequentemente, mantenho distância entre nós: É difícil ser supervisos dos amigos. Se, em alguma momento voce for colocado em uma posição de liderança, voce saberá exatamente o que estou falando.
Chefes”, inevitavelmente, devem fazer coisas que não se misturam muito bem com amizade. Seja quando estamos resolvendo problemas de trabalho, fazendo avaliação de desempenho ou mesmo dando algum tipo de reconhecimento, é dificil ser objetivo e justo lidando com amigos. Quanto mais desagradável a tarefa, maior é a possibilidade que eu tenha que escolher entre fazer meu trabalho e manter a amizade.  É um fardo pesado para qualquer um carregar. Fazer a escolha certa, não é tão fácil quanto possa parecer.
Igualmente difícil é ir ao encontro das expectativas de que eu seja “consistente” e “justo” nas minhas questões com você. Voce espera ambas as coisas, e meu chefe também. Ai existe um dilema. Consistencia significa, basicamente, tratar todos da mesma maneira enquanto Justiça significa tratar todos da forma como eles merecem ser tratados, baseado nas particularidades de cada um. Então, na medida que algumas situações que tenho que lidar, são extremamente parecidas, se eu for 100% consistente com todos serei, inevitavelmente, injusto com alguém. E se for 100% justo com todos, não serei consistente com ninguém; Acabo tratando as pessoas diferentemente. Não importa o caminho que eu tome, alguém vai se chatear. O melhor que posso fazer é, simplesmente, fazer o melhor que posso e, de alguma forma, tentar manter o balanço entre os dois pontos. Eu trabalho nisso todos os dias. Bem vindo ao meu mundo!
Quer saber quão mais fácil é dizer “objetivo, consistente e justo” do que realmente ser?
ANDE UM POUCO COM OS MEUS SAPATOS

Baseado no livro Walk Awhile in my Shoes, traduzido e adaptado com permissão exclusiva da Performance Systems Corporation para a Bahia Consult

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Walk Awhile in My Shoes – Ande um pouco com os meus sapatos – parte 10

O medo de dar informações, normalmente gera muitos prejuízos ás empresas, uma pena que alguns gestores não se dão conta disso.

“Compartilhando Informações”

NA VISÃO DO EMPREGADO
Lembra-se da brincadeira de criança “Eu sei uma coisa que você não sabe...”? Eu me lembro muito bem. Aprendi desde pequeno que  conhecimento é poder e, à medida que fui crescendo (ou pelo menos ficando mais velho), descobri que as coisas não mudaram, especialmente no local de trabalho. Agora, frequentemente me vejo pensando “Você sabe de alguma coisa que eu não sei”. E este pensamento me incomoda. Faz com que eu me sinta uma criança novamente – de um ponto de vista negativo.
Correta ou não, minha percepção é a de que a gerência sempre sabe muito mais sobre os nossos negócios do que eles dizem. Eu, com certeza, entendo que nem toda informação é para consumo público. Algumas coisas devem ser mantidas confidenciais. Mesmo algumas coisas que trato com você também não quero que outros saibam. Mas algumas vezes você tem uma postura paternalista (“eles não precisam saber disso”) com dados não-confidenciais. Ou mesmo pior, quando você assume “eles não querem ser incomodados com todas essas coisas”.
Aqui vai uma sugestão: Que tal me deixar ser o juiz do que eu preciso ou quero saber? Eu posso estar mais interessado do que você pensa! Quando você tem informações sobre o desempenho da empresa, quadro financeiro, dados de qualidade, etc... repasse eles. Deixe-me saber sobre os futuros planos de expansão de produtos e serviços. Compartilhe informações sobre os nossos competidores e tendências em nosso mercado. Se eu jogá-las no lixo, foi escolha minha. Pelo menos você terá feito um esforço para eu me sentir uma parte importante na empresa.
E, de uma vez por todas, não sinta que tem que me proteger de más notícias. Sou adulto; posso lidar com isso. Ouvir más notícias não é agradável, mas não é pior do que ser deixado no escuro... pensando o pior.
Talvez algumas vezes você sinta que não está por dentro de tudo que está acontecendo por aqui. Se for este o caso:
TENTE ANDAR EM MEUS AINDA MAIS DESINFORMADOS SAPATOS.

Baseado no livro Walk Awhile in my Shoes, traduzido e adaptado com permissão exclusiva da Performance Systems Corporation para a Bahia Consult

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Walk Awhile in My Shoes – Ande um pouco com os meus sapatos – parte 9

Às vezes os “Gerentes” pensam que resolver Disputas é um assunto muito fácil de ser encarado pelos empregados. Será?

“Na Resolução de Disputas”…

…NA VISÃO DO EMPREGADO
Chame de Descontentamento, Queixa, Disputa, o que quiser: o nome realmente não tem importância. Porque sou humano é inevitável que eu ocasionalmente tenha algumas inquietações sobre como sou tratado no trabalho. Algumas vezes minhas questões são resolvidas por alguém, ou mesmo por conta própria mas, outras vezes, eu acabo convivendo com elas. Elas afetam meu trabalho e têm um papel importante na forma como vejo você e a organização.
Você pode até se orgulhar de ter uma “politica de portas abertas” na qual posso chegar para discutir minhas preocupações “a qualquer momento”. Eu aprecio as boas intenções que esta politica representa. Mas não penso que você faça ideia de como é difícil para mim dar um passo para entrar por aquela porta. Algumas vezes eu acho que você está ocupado demais para me dar a atenção que eu acho que mereço. Para você pode ser apenas um problema ou talvez apenas mais um “empregado chorão”. Para mim, é um problema importante que já vem me incomodando há algum tempo.
É especialmente difícil chegar quando “você” é o motivo de minha queixa. Eu termino tendo que ir procurar “a pessoa que é motivo da minha reclamação”, a fim de buscar a solução. Quem não iria se sentir desconfortável com esta situação? Quem não sentiria medo de ser rotulado como “causador de problemas”? Quem não sentiria medo da possibilidade de “retribuição”? Então, algumas vezes eu simplesmente me calo (pelo menos com você) e vou levando.
Há uma “pegadinha” aqui, que não sei como resolver. Você, de forma completamente válida, tem o direito de perguntar: “Como posso resolver a queixa de um empregado se eu nem mesmo sei que ela existe”? Mas eu também devo perguntar: “Como posso usar um processo que eu tenho medo ou, pelo menos pouca confiança nele”? Eu desejaria ter uma resposta para recomendar, mas não tenho. Só tenho preocupação.
Você acha que a resolução de disputas é um “osso duro de roer”?
… ANDE UM POUCO COM OS MEUS SAPATOS

Baseado no livro Walk Awhile in my Shoes, traduzido e adaptado com permissão exclusiva da Performance Systems Corporation para a Bahia Consult

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Walk Awhile in My Shoes – Ande um pouco com os meus sapatos – parte 8

Na maioria das empresas, os “Gerentes” tem algumas das chamadas mordomias, o que não seria nada demais se não fosse tratada de forma clara e transparente com os demais empregados mas, não é bem assim.
Que tal refletirmos e tratarmos o assunto com franqueza e honestidade?

“Sobre Os Privilégios dos Gerentes”...”

... NA VISÃO DO GERENTE

Não há como negar que, ocasionalmente, desfruto de alguns benefícios e privilégios dos quais você não.
Com certeza eu normalmente não estou preso à mesma agenda que você. Algumas vezes faço um intervalo de almoço mais longo do que o permitido a você. E, sim, de vez em quando tenho a oportunidade de misturar negócios com diversão – algo que raramente é permitido a você. Com certeza, você está a par de outros “privilégios” que os gerentes têm. Você os vê e eles, provavelmente o incomodam, certo? Sei que isso é absolutamente natural. O que você não imagina, contudo, é que alguns destes poucos benefícios de que eu desfruto são contrabalançados com outras coisas que eu sei que você não vê e nem conhece.
Como poderia saber? Você não está aqui todas as vezes em que eu chego mais cedo para conseguir cumprir a minha agenda de trabalho. Você não está aqui todas as vezes em que tenho que ficar para uma reunião “supostamente” rápida, que na verdade é sempre demorada. Você não está aqui todas as vezes em que tenho que trabalhar em meus dias de folga para atender a determinados prazos. E você não faz ideia de quantas vezes, por necessidade da empresa, eu tenho que colocar o trabalho à frente da família, dos amigos e da diversão.
Se, como algumas pessoas dizem, “o cargo tem seus privilégios”, é somente porque “o cargo tem demandas extras”. Ambos vêm com o trabalho. Mas eu posso garantir: existem mais demandas que privilégios. E, dos privilégios que eu usufruo, hora-extra remunerada não é um deles.
Da próxima vez em que você ficar chateado com os privilégios que os gerentes têm, tente trocar de lugar com eles. Tenho certeza de que verá as coisas de maneira diferente se você ....
ANDAR UM POUCO COM OS MEUS SAPATOS.

Baseado no livro Walk Awhile in my Shoes, traduzido e adaptado com permissão exclusiva da Performance Systems Corporation para a Bahia Consult

sábado, 21 de novembro de 2009

Walk Awhile in My Shoes – Ande um pouco com os meus sapatos – Parte 7

Em várias empresas por onde passei, trabalhando ou prestando serviços como Consultor, me deparei com vários Gestores que diziam usar a Gestão Participativa. Na verdade eles usavam parcialmente: ouviam os membros da sua equipe e acatavam as sugestões, desde que estivessem de acordo com o que eles mesmo pensavam.
Vamos refletir um pouco sobre a nossa atuação neste assunto?

Sobre Gestão Participativa

... NA VISÃO DO EMPREGADO
Considerando tudo, eu acho que faço um bom trabalho, gerenciando minha própria vida. Eu voto, pago meus impostos, obedeço as leis (pelo menos a maioria delas). Eu consigo me vestir, me alimentar, entre outras coisas. Eu pago minhas contas, cuido da minha conta bancária, planejo minhas férias, e a lista pode ser interminável: afinal, sou um adulto responsável e (pasme) com um cérebro! Mas, algumas vezes, no trabalho, eu sinto que sou tratado como uma pessoa que não é confiável para tomar boas decisões. Isto acontece mais do que você pode imaginar e me incomoda tanto quanto incomodaria você.
Acredite ou não, eu me mantenho atualizado com as tendências de gestão, Eu sei que os conceitos de “Gestão Participativa”, “Trabalho em Equipe” e Empowerment, entre outros, fazem parte do cenário de negócios. Também entendo como eles podem melhorar os negócios e torná-los mais bem-sucedidos. Algumas vezes eu vejo estas coisas acontecerem em nossa empresa – eu vejo que alguns empregados têm a oportunidade de opinar em decisões-chave e processos de trabalho. Algumas vezes não vejo nada acontecer.
Eu entendo que estas tendências não sejam fáceis para você aceitar e lidar. São coisas que provavelmente não existiam quando você iniciou sua carreira de Gerente. E isso pode envolver muitas dificuldades das quais eu não esteja totalmente a par ou mesmo que possa avaliar. Eu sei que às vezes a chance de participar parece real, algumas vezes ela me é tirada, outras, nem existe.
Eu também sei que é muito mais fácil me sentir uma parte importante desta empresa quando tenho a chance de ser envolvido; é muito mais fácil ouvir frases como “ aja como dono da empresa” quando me dão a oportunidade de agir assim. Lembre-se, eu tenho uma parcela no sucesso desta organização, assim como você.
Mesmo como Gerente, você não gostaria de opinar mais sobre as coisas da empresa?
Por favor, pense sobre isto
ANDE UM POUCO COM OS MEUS SAPATOS.

Baseado no livro Walk Awhile in my Shoes, traduzido e adaptado com permissão exclusiva da Performance Systems Corporation para a Bahia Consult

domingo, 15 de novembro de 2009

Walk Awhile in My Shoes – Ande um pouco com os meus sapatos – Parte 6

Quantas vezes fazemos uma coisa com uma intenção e o resultado não é o esperado? Ou, pelo menos, não é percebido assim por outras pessoas?
Se formos mais transparentes uns com os outros, talvez possamos evitar que isso aconteça, pelo menos com tanta frequencia.
Vamos tentar?

Lidando com situações Sem ganhadores”...”

... NA VISÃO DO EMPREGADO

Sempre lutando com a questão: “Como eu motivo meus empregados?” Bem, Eu tenho uma sugestão que eu acho irá ajudar. PARE DE TENTAR! Em vez disso, empregue o seu tempo livrando-se das coisas que me desmotivam. E um dos itens principais desta lista é a situação “sem ganhadores”
Se alguma vez você sentiu que não consegue ganhar, não importa o que você faça, você sabe o sentimento de dor que isto gera. E é algo que eu experimento mais freqüentemente do que você pode imaginar. O fato concreto é que, há vezes quando eu faço o que é esperado de mim e, BOOM, Sou punido por isto.
Algumas vezes você sugere que eu faça coisas como: “mostre mais iniciativa invés de esperar receber orientação sobre tudo”. Então eu tento... Eu pego o Touro pelos chifres Mas se ele torna-se pior, o que acontece? Você me chama à atenção por não te-lo consultado antes! BOOM, Eu perco.
Algumas vezes eu também sou punido por meu bom desempenho. Eu me esforço bastante e faço um bom trabalho lidando com problemas difíceis enquanto alguns de meus colegas estão divertindo-se ou fazendo apenas o suficiente para manter-se empregados. Então, o que acontece na próxima vez que aparece um problema difícil? Eu sou chamado para lidar com ele. BOOM, Eu perco de novo. E, se acontece de eu falhar neste problema difícil? Já adivinhou: BOOM!
Eu sei (ao menos eu espero) que estes atos não sejam intencionais de sua parte. Mas isto não diminui o grau de frustração que eu sinto. Eu quero fazer um bom trabalho e eu quero “ganhar” quando eu realmente ganhar. Se eu me deparo com tantas situações “sem ganhadores”, eventualmente eu paro de tentar ganhar, então BOOM, ambos perdemos
Por favor, pense sobre isto
ANDE UM POUCO COM OS MEUS SAPATOS.

... NA VISÃO DO GERENTE

Você sempre sente que não consegue ganhar, não importa o que faça? Eu também! E sem dúvida é um sentimento de dor.
Talvez, algumas vezes você sinta isto como resultado de minha atuação com você. Se este é o caso, eu assumo a responsabilidade por corrigir isto, porque todos merecem a oportunidade de “ganhar”. Mas você pode não imaginar que, algumas vezes, você me faz sentir do mesmo modo. Você, ocasionalmente me nega a oportunidade de ser um ganhador e isto é igualmente errado.
Como gerente, eu tenho a minha parcela de “condenação” tanto quando você faz quanto quando deixa de fazer experiências – especialmente quando são mudanças para melhorar os processos. Por exemplo: Vamos dizer que você não se sinta adequadamente reconhecido pelo seu bom trabalho. Você esta, compreensivelmente, chateado com algo que eu não estou fazendo. Mais tarde, eu tomo consciência disto e faço um esforço especial para lhe dar mais reconhecimento. Mas você se tornou cético e pensa “por que ele fez isto?, deve Ter algua agenda secreta. Agora você está chateado porque eu estou fazendo o que você queria que eu fizesse da primeira vez. Resultado: Eu perco, não importa o que tenha feito. E porque sou um simples ser humano, eu, eventualmente posso parar de continuar tentado e , provavelmente serei mais condenado.
A única coisa pior que perder é Ter negada a chance de ganhar. Você acha que é o único que enfrenta situações “sem ganhadores?”
ANDE UM POUCO COM OS MEUS SAPATOS.

Baseado no livro Walk Awhile in my Shoes, traduzido e adaptado com permissão exclusiva da Performance Systems Corporation para a Bahia Consult

terça-feira, 10 de novembro de 2009

UNIBAN e a Tomada de Decisão

Recentemente os alunos da UNIBAN, em São Bernardo do Campo, hostilizaram verbalmente a aluna Geisy Arruda por usar um vestido curto. A situação criou um tumulto de grandes proporções.

O que fez o Conselho de Administração da Universidade? Abriu sindicância para punir os alunos que foram desrespeitosos com Geisy e a expulsou.

Farei uma análise do ponto de vista de Administração.

A UNIBAN tinha dois problemas:

- Os alunos criaram um grande tumulto por causa de um vestido curto usado por uma aluna.

- O vestido curto usado pela aluna, que provocou o tumulto.

O que mandam os princípios básicos de Tomada de Decisão, imaginando que a aluna fosse reincidente (como alegou a universidade): aplicar uma advertência escrita, solicitando à aluna que usasse roupas mais adequadas para evitar uma punição mais dura, como suspensão ou mesmo expulsão.

Para que isso fosse feito, era preciso saber se outras alunas não usavam roupas curtas também e, em caso positivo, tomar a mesma atitude.

Outra atitude fundamental: identificar os alunos agressores e aplicar uma punição. Deveriam emitir um comunicado a todos informando não tolerar este tipo de atitude e explicitando que os alunos identificados foram suspensos e que a mesma punição seria aplicada se fossem identificados novos responsáveis.

Ao expulsar a aluna de forma irrevogável (como disse o advogado da escola, Decio Lencioni Machado “Mercadante”), a instituição atraiu para si os olhares de indignação de todo o mundo, já que houve repercussão fora do País, além de demonstrar falta de capacidade decisória.

O Reitor, mesmo que tardiamente, corrigiu um erro, antes de um processo judicial que estaria sendo movido pela família da estudante: revogou a expulsão.

Resolvi escrever este post para alertar as pessoas sobre a qualidade das decisões que tomamos no nosso dia-a-dia e da repercussão que estas podem causar, tanto interna quanto externamente.

A situação não era um incêndio (o que houve já tinha sido debelado como assim?), requeria um tempo maior de análise. Era preciso ver quais as possibilidades para resolver a questão da melhor forma possível. Em suma, criar cenários e alternativas com prós e contras. Se a UNIBAN fez isso, subestimou os “contra”. Se não fez, deveria ter feito.

Já diziam os antigos: cautela e canja de galinha não fazem mal a ninguém.

Vamos aproveitar este episódio para aprender e tirar lições para outras situações.

Forte abraço a todos

Humberto Souza

domingo, 25 de outubro de 2009

Walk Awhile in My Shoes – Ande um pouco com os meus sapatos – parte 5

Se, falar sobre desempenho requer coragem como mencionamos no blog anterior, imagine falar sobre Avaliação de Desempenho.
Se não fizermos o nosso dever de casa, dia–a-dia, e formos honestos com nossos subordinados, realmente ficará mais dificil.
Que tal fazermos diferente?

“AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO...”

... NA VISÃO DO EMPREGADO

Do meu ponto de vista, ambas, a melhor e a pior coisa sobre avaliação de desempenho é que ela, normalmente, acontece apenas uma vez por ano. Por que a melhor? Por que tende a ser um processo tedioso e algumas vezes doloroso - como a ida anual ao dentista. Por que a pior? Porque muito freqüentemente, é a única oportunidade em que eu recebo um feedback detalhado sobre como estou (ou não estou) fazendo o meu trabalho. E algumas vezes mesmo isto, não acontece de maneira “construtiva”.
Avaliações representam uma terra de pavor para mim porque elas são subjetivas por natureza. Sua opinião irá afetar o meu futuro. E não há garantias de que apenas um avaliador (e a maioria das vezes é apenas um avaliador) realmente conhece o meu trabalho e como eu o executo. Então algumas vezes eu não posso evitar mas tenho medo de que minha avaliação seja baseada no quanto - muito ou pouco - você goste de mim. Tenho medo que você esqueça a parte boa e lembre-se apenas da parte ruim. E tenho medo que minhas colocações não sejam consideradas no processo.
Eu entendo que as avaliações de desempenho provavelmente não sejam a parte mais favorita de seu trabalho. Mas elas são importantes para mim... sei que posso crescer muito com elas. Se tudo que você pode fazer é dizer do modo como você vê o meu trabalho, então, por favor, esteja certo de que irá olhar atentamente para ver o quadro real.
E, à medida que você estiver examinando, talvez possa considerar a possibilidade de me dar, periodicamente, um pouco mais de feedback informal - “aquele” que nós não encontramos com freqüência. Faça isto de forma construtiva, e eu farei o máximo para recebê-lo construtivamente.
Está preocupado com as avaliações de desempenho?... ANDE UM POUCO COM OS MEUS SAPATOS.

... NA VISÃO DO GERENTE

Eu admito. Eu tenho uma atitude de amor e ódio a respeito de avaliação de desempenho. Eu a amo quando você faz ótimos trabalhos e eu tenho que lhe falar sobre isto. Talvez até recompensá-lo por suas contribuições. Por outro lado, eu a odeio quando você não faz ótimos trabalhos, e eu não apenas tenho que lhe falar sobre isto mas também lidar com suas objeções, desapontamento e até mesmo hostilidade.
Avaliar desempenho é uma responsabilidade básica de gerentes. É fundamental para assegurar que todos nós tenhamos o feedback que necessitamos para manter o nosso desempenho no rumo adequado. Mas é uma parte do meu trabalho com a qual não me sinto confortável. Acha que é fácil fazer o papel de juiz e jurado sobre o trabalho de alguém? Acredite-me - não é! - especialmente se o meu julgamento afeta seu salário... e seu futuro. E, quanto maior o número de pessoas que eu tenho que avaliar, mais difícil é. Um monte de tempo pensando comigo mesmo; muitas regras e parâmetros a serem observados e seguidos; dificuldades em redigir; e algumas vezes muita discussão acalorada.
A maioria das pessoas acha que faz um grande trabalho. Muitas delas estão certas... mas não todas elas. No final, eu devo dizer-lhes do modo como vejo os resultados obtidos. É tudo que posso fazer.
E o que você poderia fazer para me compreender?... ANDE UM POUCO COM OS MEUS SAPATOS

Baseado no livro Walk Awhile in my Shoes, traduzido e adaptado com permissão exclusiva da Performance Systems Corporation para a Bahia Consult

domingo, 18 de outubro de 2009

Walk Awhile in my Shoes – Ande um pouco com os meus sapatos – Parte 4

Falar de Desempenho requer coragem e isso, muitas vezes falta aos Gestores que, preferem conviver com um problema a abordar o assunto com o subordinado. Será que isso resolve?
Boa reflexão!

“LIDANDO COM PROBLEMAS DE DESEMPENHO...”

... NA VISÃO DO EMPREGADO

Quando o assunto é lidar com problemas de desempenho, eu não o invejo nem um pouco. É uma das maiores dificuldades com as quais você tem que lidar. Veja bem, eu estive lá. Embora a maioria de minhas atividades não esteja ligada a isto, eu ainda sei o que é lidar com “problemas de pessoas”. É uma coisa difícil de fazer. (Estar do outro lado também não é fácil.) E, no trabalho, é um assunto que me traz fortes sentimentos, na maioria das vezes em “como” e “quando” acontecerá.
Se eu falhar, eu não espero que você faça vistas grossas. Apenas trate-me com respeito, lide com os fatos, considere o meu ponto de vista e me dê a chance de corrigir o problema. E, por favor não espere até que eu esteja completamente enrolado para falar comigo. Tão logo você traga o problema à tona, mais rapidamente eu posso resolvê-lo. De modo geral, a minha maneira de reagir será determinada pela forma com que você me tratar. Converse comigo como adulto e eu lhe responderei no mesmo tom. Se eu não fizer assim, eu estarei agindo de forma errada e não você e terei que arcar com as conseqüências.
Da mesma forma que eu não espero que você faça vistas grossas com os meus problemas, também não espero que isto aconteça com os meus colegas. Aqui há um fato que talvez você não tenha se dado conta: Nada me deixa tão furioso quanto ser tratado de forma diferente (relevando a falha de outros), principalmente quando sou eu que tenho que fazer o trabalho que outros não fizeram bem feito. É injusto e eu fico ressentido. E o meu ressentimento, eventualmente vai aparecer na qualidade e quantidade do meu trabalho.
Talvez hajam momentos em que você irá se sentir “vítima” de problemas de desempenho. Se isso ocorrer, você não estará sozinho. Quer alguma companhia? ANDE UM POUCO COM OS MEUS SAPATOS.

... NA VISÃO DO GERENTE

Todos fazem alguma atividade que identificam como a pior parte do seu trabalho. Esta é a do meu. Corrigir problemas de desempenho dos empregados é o mal necessário do gerenciamento. Eu odeio isto... é um tributo pesado para mim.
Talvez você pense que algumas vezes eu espero a primeira oportunidade para pular no pescoço dos empregados que tem algum problema de desempenho. Bem, eu admito que não sou perfeito. Talvez eu tenha reagido muito rapidamente em algumas ocasiões. Mas a verdade tem que ser dita, eu tenho uma enorme tendência de me livrar destas situações o mais rápido possível. Algumas vezes tenho evitado me confrontar com problemas a todo custo - até o momento em que eles se tornam tão sérios que eu não tenho escolha. Isto é injusto para você e eu tenho que me desculpar. Minha única explicação para este fato é que eu sou humano.
Quando me defronto com problemas de desempenho de um empregado, tenho a tendência de experimentar duas emoções: ansiedade e raiva. A ansiedade chega apenas em pensar sobre o que eu tenho que fazer. Eu não gosto de dizer a alguém que ele não está indo bem, tanto quanto você. Meu intestino se retorce, chego no limite e quero resolver o assunto e me ver livre dele tão logo quanto possível - tudo ao mesmo tempo. Então eu fico com raiva. Eu não criei o problema, o empregado o fez. Ele ou ela não cumpriram com suas responsabilidades, e por causa disto eu tenho que passar por este desconforto. Além disto, quando me encontro com o empregado é esperado que eu esteja calmo e tenha uma atitude profissional e prossiga num tom orientador que assegure que eu lidei com a situação de maneira consistente e justa. Eu aceito esta responsabilidade, mas, confie em mim, não é nada fácil.
Apenas uma vez eu gostaria que as pessoas entendessem e vissem o quão difícil isto é para mim. Quando o assunto for “problemas de desempenho”, ANDE UM POUCO COM OS MEUS SAPATOS.

Baseado no livro Walk Awhile in my Shoes, traduzido e adaptado com permissão exclusiva da Performance Systems Corporation para a Bahia Consult

domingo, 11 de outubro de 2009

Walk Awhile in my Shoes - Ande um pouco com meus sapatos - Parte 3


Não faz muito tempo, estava andando com o Diretor de uma empresa, na área de fábrica, quando um empregado se aproximou e disse que tinha uma sugestão para corrigir um problema que vinha acontecendo há muito tempo. O diretor, depois de ouvir a sugestão,  se limitou a dizer ‘OK, pode fazer’. Quando o empregado saiu eu perguntei se a ideia tinha sido boa, ele disse que era excelente. ‘Então eu perguntei por que ele não agradeceu e o parabenizou?’, perguntei. Para meu espanto, ele disse: Se elogiar, estraga, já já vai estar querendo aumento de salário.
Será que é assim que queremos ter os empregados comprometidos com a empresa? Vamos refletir

“RECONHECIMENTO...”

... NA VISÃO DO EMPREGADO

Sou conhecido por dizer, “Eu não quero tapinha nas costas, quero a minha parte em dinheiro”. Bem, não acredite nisto. É mentira! Independentemente de como eu ajo ou falo, eu realmente me importo muito com o que você e os outros pensam de mim e com o que faço. Reconhecimento é importante para mim. É por este motivo que eu uso broches de prêmio, agendas, canetas, camiseta, chaveiro e outros símbolos da empresa. É por isso que eu exponho meus troféus em casa e coloco os certificados na parede.
Acredite ou não, eu espero mais deste emprego do que apenas um contra-cheque. Tem que ser mais, porque tenho certeza de que não vou ficar rico com o que faço! O que eu quero, então? Quero me sentir bem comigo mesmo e com o trabalho que faço; quero sentir que realmente sou parte importante desta organização. E eu só consigo medir meu valor através da percepção dos outros... Eu sempre me vejo através dos seus olhos.
Eu reconheço que não faço um grande trabalho o tempo todo. Alguns dias eu acerto na mosca, alguns dias apenas acerto o alvo, e de vez em quando, não acerto nada. Eu não espero que você me veja como o melhor todo o tempo. Mas eu realmente espero ser reconhecido quando desempenho as minhas atividades acima e além do que é esperado, e quando mantenho um bom e consistente desempenho durante um longo período de tempo. E quanto mais você reconhece meu bom trabalho, mais eu quero trabalhar melhor. É engraçado como isto funciona. Eu acho que tudo isto é parte do que vocês chamam de “natureza humana”.
Eu sei que você está sempre tão ocupado que provavelmente nem pensa em reconhecer meu trabalho. E talvez ainda imagine que, por não ter recebido, você mesmo, reconhecimento, não precise fazer isto com os outros? Mas se você fizer um esforço e me disser quando aprecia meu trabalho, eu darei o melhor de mim em reciprocidade. E prometo não me queixar por receber tanto reconhecimento!
Por favor entenda quão importante isto é para mim... ANDE UM POUCO COM OS MEUS SAPATOS.

... NA VISÃO DO GERENTE

Alguém disse uma vez, “Se você quer ser admirado, não se torne chefe”. Eles estavam certos! Você não consegue agradar a todos. Se alguma coisa eu aprendi é que, não importa o que você faça, alguém vai ficar chateado. É uma verdade que acompanha o trabalho. Eu aceito isto. Mas há uma coisa que eu quero que você saiba sobre mim - uma realidade que faz parte dos seres humanos: Eu me importo com o que você e os outros pensam sobre mim.
Algumas vezes eu ajo como se não me importasse? Certo! Mas com poucas exceções é apenas forma de agir, uma fachada. Você vê, convencendo a mim mesmo que eu não me importo (ou ao menos tentando) me ajuda a passar por situações difíceis. Ajuda-me a seguir através de um caminho que eu acredito ser o certo e que ao mesmo tempo é, também, impopular. Se você é pai ou mãe, sem dúvida entende o que estou dizendo.
Eu me importo com o que você pensa de mim, principalmente com relação a honestidade, integridade e justiça. Eu aposto que você se considera uma pessoa justa. Você provavelmente tem orgulho disto. Bem, eu também. Mas, ocasionalmente, levo a fama de negligenciar e ser injusto no trato com meus empregados. Você ouve apenas um lado da história - sem conhecer todos os fatos - e forma uma opinião sobre mim. Eu sei disto e isto me incomoda, mas não posso me defender porque os fatos normalmente são confidenciais. Então eu levo a fama... e faço de conta que não me importo. Mas me importo.
Entendo, sinceramente, que devo conquistar sua confiança e respeito, assim como você conquistar o meu. E estou trabalhando para que isto aconteça. E, enquanto eu estou trabalhando nisto, talvez você pudesse me dar o mesmo "benefício da dúvida" que você esperaria de mim.
Antes de você me julgar... ANDE UM POUCO COM OS MEUS SAPATOS.

Baseado no livro Walk Awhile in my Shoes, traduzido e adaptado com permissão exclusiva da Performance Systems Corporation para a Bahia Consult

domingo, 4 de outubro de 2009

Walk Awhile in my Shoes - Ande um pouco com meus sapatos - Parte 2

Dando sequencia às nossas reflexões vou relembrar uma frase que foi dita por Heráclito, antes de Cristo: "Nada há de mais permamente que as mudanças"
A partir deste texto, espero mais comentários, concordando, discordando e, principalmente acrescentando.
Vamos refletir:



“MUDANÇAS...”



... NA VISÃO DO EMPREGADO

Certo, eu admito. Quando a mudança começa um dos meus primeiros pensamentos tende a ser: “Eu desejo que você mude a sua cabeça”! Um dia você quer que eu faça isto, noutro dia aquilo... e algumas vezes é isto e aquilo no mesmo dia.

A mudança é particularmente dura comigo porque, quando ela chega, “rolando ladeira abaixo”, advinhe quem está no pé da ladeira? Eu! Eu raramente sou o “decisor” mas quase sempre o “executor”. Parece que, assim que eu me sinto confortável e eficiente em meu trabalho - WHAM! - uma nova leva de exigências e expectativas é derramada sobre mim. Eu realmente gosto de sentir que estou dando a minha contribuição à esta organização. Mas está cada vez mais difícil sentir isto.

Como você, eu estou aprendendo que a mudança contínua e a própria vida significam a mesma coisa. Mas algumas mudanças são mais fáceis de engolir do que outras. Basicamente, estou disposto a fazer coisas diferentes para nos manter à frente dos nossos competidores. Mas eu realmente rejeito aquelas mudanças que algumas vezes são solicitadas “porque você quer”, sem considerar cuidadosamente todos os aspectos envolvidos. Talvez se você pedisse minha opinião com mais freqüência isto não acontecesse.

Mas meu maior problema com a mudança ocorre quando você não investe tempo para me explicar os “porquês”! Se você sabe o porquê, diga-me. E aumentará as chances de eu apoiá-lo no que tem que ser feito. Se você não sabe o “porquê”, tente descobrir.

Eu estou lutando para entender este nosso novo “ambiente de negócios”. Estou fazendo o melhor que posso, mas estou apavorado. Um pouco mais de sensibilidade e paciência de sua parte, será um passo enorme para me ajudar a enfrentar o desafio.

A mudança pode não ser fácil para você, mas você, pelo menos, dá algumas das ordens... TENTE ANDAR UM POUCO COM OS MEUS SAPATOS.

... NA VISÃO DO GERENTE

Se você está esperando um discurso sobre os méritos da mudança, esqueça! Não é sobre isto que estaremos tratando.

Eu sei, com certeza, que a mudança constante é um fato da vida. E sim, eu entendo profundamente que, ou você se adapta à mudança, ou luta contra ela, em vão, e assiste o mundo deixá-lo para trás. Mas, em realidade, na maioria das vezes eu me sinto tão inconfortável e amedrontado com a mudança quanto você.

Talvez você me veja como o instigador ou efetivador da mudança. Se você pensa assim, até certo ponto está certo. Patrocinar e apoiar a mudança é uma de minhas responsabilidades - e isto é absolutamente necessário a fim de manter nossa organização bem sucedida e proteger nossos empregos. Mas, além de ter que ser um defensor da mudança, sou também sua vítima. E quando ela vem, “rolando ladeira abaixo”, eu tenho que fazer tantas (ou mais) adaptações quanto qualquer outra pessoa.

Como você, eu também tenho as minhas zonas de conforto, que me dão a sensação de paz e estabilidade. E, do mesmo modo que você, minha vida torna-se bagunçada quando tenho que mudar meus hábitos e fazer coisas diferentes. Fique sabendo: você não é o único que tem medo do desconhecido. Não conheço o que vem lá de fora muito mais do que você, mas sei que não temos outra escolha, a não ser nos adaptarmos, crescer e continuar seguindo adiante. Olhe em volta. Acho que concordará. E penso que descobrirá um grande número de mudanças que tem transformado muitas coisas para melhor.

Sei que há momentos em que parece que eu não consigo mudar a minha cabeça e quero que você mude a sua - quando cada dia traz um novo desafio - talvez, você pudesse, me ajudar um pouco, me compreender... Estou fazendo o melhor que posso... e estou no meio da mudança, exatamente como você.

Quando a mudança chegar... TENTE ANDAR UM POUCO COM OS MEUS SAPATOS

Baseado no livro Walk Awhile in my Shoes, traduzido e adaptado com permissão exclusiva da Performance Systems Corporation para a Bahia Consult

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Walk Awhile in my Shoes - Ande um pouco com meus sapatos - Parte 1

Quero inaugurar o BLOG, com a primeira de uma serie de reflexões que, a meu ver, todos deveriam fazer, tanto aqueles que ocupam papel de liderança, quanto os que não ocupam.
Vamos refletir:


“Não julgue um homem até que você tenha usado seus sapatos por duas luas” diz um antigo provérbio indígena. Foi com base neste ditado que Eric Harvey e Steve Ventura escreveram o livro “Walk Awhile In MY Shoes” que, numa tradução livre para o português, significa – Ande um Pouco com os Meus Sapatos.

O livro apresenta temas do dia-a-dia empresarial e como eles são vistos do ponto de vista dos gerentes e do ponto de vista dos empregados, propondo que cada um procure entender o outro (andando com seus sapatos).

Baseado neste livro, traduzido e adaptado com permissão exclusiva da Performance Systems Corporation para a Bahia Consult damos inicio às nossas reflexões sobre o assunto.

Temos certeza que esta abordagem, vendo os temas pelos dois ângulos, provocará reflexões que contribuirão para uma melhor compreensão do mundo empresarial e para a construção de melhores relações de trabalho.



CARO GERENTE...

Eu sou cada empregado, e eu trabalho em todas as partes desta organização. Meu uniforme é azul, rosa, branco... e freqüentemente manchado pelo suor do meu trabalho.

Eu sou homem, eu sou mulher. Sou de todas as cores, todas as crenças e todos os tamanhos. Eu sou velho, novo e de qualquer idade. Eu trabalho aqui há mais tempo do que você e não tanto tempo quanto você. Eu sou filha, eu sou filho. Sou casado e solteiro, sou pai e sou sem filhos. Estou sozinho e estou rodeado por pessoas com quem me preocupo profundamente.

Algumas vezes você pode pensar em mim como apenas um número ou somente uma pequena peça da grande engrenagem que você tem que gerenciar. Mas, como você, sou um ser humano que tem alegrias, medos, frustrações e esperanças. Eu sinto, eu dou risada e eu ofendo. E, como você, quero ser compreendido, aceito e apreciado.

As páginas seguintes são formas de me abrir mais francamente para você, de compartilhar meus sentimentos em alguns dos muitos aspectos de meu trabalho e como eles me afetam.

Algumas coisas que você vai ler podem surpreendê-lo..., algumas podem fazer você rir um pouco. Espero que estas páginas o encorajem a me ver de outra maneira. Talvez muito diferente da atual.

Eu peço que você receba esta mensagem com a mesma compreensão e entendimento que você deseja que eu tenha quando estiver lendo as suas mensagens. É possível que nós não sejamos tão diferentes quanto você possa pensar. E quem sabe, talvez você esteja mais disposto a “encontrar-me no meio” onde poderemos começar uma nova e melhor relação profissional.

Ouça-me, entenda-me...

...ANDE UM POUCO COM OS MEUS SAPATOS.

CARO EMPREGADO...

Eu sou cada gerente. Sou conhecido por vários nomes: dono, executivo, chefe de departamento, supervisor, líder de equipe, patrão e algumas vezes por outros mais vulgares que eu prefiro nem dizer... mas sei que existem.

Eu sou mulher, eu sou homem. Sou de todas as cores, todas as crenças e todos os tamanhos. Eu sou velho, novo e de qualquer idade. Eu trabalho aqui há mais tempo do que você e não tanto tempo quanto você. Eu sou filho, eu sou filha. Sou casado e solteiro, sou pai e sou sem filhos. Estou sozinho e estou rodeado por pessoas com quem me preocupo profundamente.

Como você, sou um ser humano que tem alegrias, medos, frustrações e esperanças. Por trás de minha “fachada gerencial” eu sinto, dou risada e, sim, de vez em quando eu ofendo ou magôo os outros. E, como você, quero ser compreendido, aceito e apreciado.

As páginas seguintes são formas de me abrir mais francamente para você, de compartilhar meus sentimentos em alguns dos muitos aspectos de meu trabalho e como eles me afetam.

Algumas coisas que você vai ler podem surpreendê-lo..., algumas podem fazer você rir um pouco. Espero que estas páginas o encorajem a me ver de outra maneira. Talvez muito diferente da atual.

Eu peço que você receba esta mensagem com a mesma compreensão e entendimento que você deseja que eu tenha quando estiver lendo as suas mensagens. É possível que nós não sejamos tão diferentes quanto você possa pensar. E quem sabe, talvez você esteja mais disposto a “encontrar-me no meio” onde poderemos começar uma nova e melhor relação profissional.

Ouça-me, entenda-me...

...ANDE UM POUCO COM OS MEUS SAPATOS.






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