domingo, 25 de outubro de 2009

Walk Awhile in My Shoes – Ande um pouco com os meus sapatos – parte 5

Se, falar sobre desempenho requer coragem como mencionamos no blog anterior, imagine falar sobre Avaliação de Desempenho.
Se não fizermos o nosso dever de casa, dia–a-dia, e formos honestos com nossos subordinados, realmente ficará mais dificil.
Que tal fazermos diferente?

“AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO...”

... NA VISÃO DO EMPREGADO

Do meu ponto de vista, ambas, a melhor e a pior coisa sobre avaliação de desempenho é que ela, normalmente, acontece apenas uma vez por ano. Por que a melhor? Por que tende a ser um processo tedioso e algumas vezes doloroso - como a ida anual ao dentista. Por que a pior? Porque muito freqüentemente, é a única oportunidade em que eu recebo um feedback detalhado sobre como estou (ou não estou) fazendo o meu trabalho. E algumas vezes mesmo isto, não acontece de maneira “construtiva”.
Avaliações representam uma terra de pavor para mim porque elas são subjetivas por natureza. Sua opinião irá afetar o meu futuro. E não há garantias de que apenas um avaliador (e a maioria das vezes é apenas um avaliador) realmente conhece o meu trabalho e como eu o executo. Então algumas vezes eu não posso evitar mas tenho medo de que minha avaliação seja baseada no quanto - muito ou pouco - você goste de mim. Tenho medo que você esqueça a parte boa e lembre-se apenas da parte ruim. E tenho medo que minhas colocações não sejam consideradas no processo.
Eu entendo que as avaliações de desempenho provavelmente não sejam a parte mais favorita de seu trabalho. Mas elas são importantes para mim... sei que posso crescer muito com elas. Se tudo que você pode fazer é dizer do modo como você vê o meu trabalho, então, por favor, esteja certo de que irá olhar atentamente para ver o quadro real.
E, à medida que você estiver examinando, talvez possa considerar a possibilidade de me dar, periodicamente, um pouco mais de feedback informal - “aquele” que nós não encontramos com freqüência. Faça isto de forma construtiva, e eu farei o máximo para recebê-lo construtivamente.
Está preocupado com as avaliações de desempenho?... ANDE UM POUCO COM OS MEUS SAPATOS.

... NA VISÃO DO GERENTE

Eu admito. Eu tenho uma atitude de amor e ódio a respeito de avaliação de desempenho. Eu a amo quando você faz ótimos trabalhos e eu tenho que lhe falar sobre isto. Talvez até recompensá-lo por suas contribuições. Por outro lado, eu a odeio quando você não faz ótimos trabalhos, e eu não apenas tenho que lhe falar sobre isto mas também lidar com suas objeções, desapontamento e até mesmo hostilidade.
Avaliar desempenho é uma responsabilidade básica de gerentes. É fundamental para assegurar que todos nós tenhamos o feedback que necessitamos para manter o nosso desempenho no rumo adequado. Mas é uma parte do meu trabalho com a qual não me sinto confortável. Acha que é fácil fazer o papel de juiz e jurado sobre o trabalho de alguém? Acredite-me - não é! - especialmente se o meu julgamento afeta seu salário... e seu futuro. E, quanto maior o número de pessoas que eu tenho que avaliar, mais difícil é. Um monte de tempo pensando comigo mesmo; muitas regras e parâmetros a serem observados e seguidos; dificuldades em redigir; e algumas vezes muita discussão acalorada.
A maioria das pessoas acha que faz um grande trabalho. Muitas delas estão certas... mas não todas elas. No final, eu devo dizer-lhes do modo como vejo os resultados obtidos. É tudo que posso fazer.
E o que você poderia fazer para me compreender?... ANDE UM POUCO COM OS MEUS SAPATOS

Baseado no livro Walk Awhile in my Shoes, traduzido e adaptado com permissão exclusiva da Performance Systems Corporation para a Bahia Consult

domingo, 18 de outubro de 2009

Walk Awhile in my Shoes – Ande um pouco com os meus sapatos – Parte 4

Falar de Desempenho requer coragem e isso, muitas vezes falta aos Gestores que, preferem conviver com um problema a abordar o assunto com o subordinado. Será que isso resolve?
Boa reflexão!

“LIDANDO COM PROBLEMAS DE DESEMPENHO...”

... NA VISÃO DO EMPREGADO

Quando o assunto é lidar com problemas de desempenho, eu não o invejo nem um pouco. É uma das maiores dificuldades com as quais você tem que lidar. Veja bem, eu estive lá. Embora a maioria de minhas atividades não esteja ligada a isto, eu ainda sei o que é lidar com “problemas de pessoas”. É uma coisa difícil de fazer. (Estar do outro lado também não é fácil.) E, no trabalho, é um assunto que me traz fortes sentimentos, na maioria das vezes em “como” e “quando” acontecerá.
Se eu falhar, eu não espero que você faça vistas grossas. Apenas trate-me com respeito, lide com os fatos, considere o meu ponto de vista e me dê a chance de corrigir o problema. E, por favor não espere até que eu esteja completamente enrolado para falar comigo. Tão logo você traga o problema à tona, mais rapidamente eu posso resolvê-lo. De modo geral, a minha maneira de reagir será determinada pela forma com que você me tratar. Converse comigo como adulto e eu lhe responderei no mesmo tom. Se eu não fizer assim, eu estarei agindo de forma errada e não você e terei que arcar com as conseqüências.
Da mesma forma que eu não espero que você faça vistas grossas com os meus problemas, também não espero que isto aconteça com os meus colegas. Aqui há um fato que talvez você não tenha se dado conta: Nada me deixa tão furioso quanto ser tratado de forma diferente (relevando a falha de outros), principalmente quando sou eu que tenho que fazer o trabalho que outros não fizeram bem feito. É injusto e eu fico ressentido. E o meu ressentimento, eventualmente vai aparecer na qualidade e quantidade do meu trabalho.
Talvez hajam momentos em que você irá se sentir “vítima” de problemas de desempenho. Se isso ocorrer, você não estará sozinho. Quer alguma companhia? ANDE UM POUCO COM OS MEUS SAPATOS.

... NA VISÃO DO GERENTE

Todos fazem alguma atividade que identificam como a pior parte do seu trabalho. Esta é a do meu. Corrigir problemas de desempenho dos empregados é o mal necessário do gerenciamento. Eu odeio isto... é um tributo pesado para mim.
Talvez você pense que algumas vezes eu espero a primeira oportunidade para pular no pescoço dos empregados que tem algum problema de desempenho. Bem, eu admito que não sou perfeito. Talvez eu tenha reagido muito rapidamente em algumas ocasiões. Mas a verdade tem que ser dita, eu tenho uma enorme tendência de me livrar destas situações o mais rápido possível. Algumas vezes tenho evitado me confrontar com problemas a todo custo - até o momento em que eles se tornam tão sérios que eu não tenho escolha. Isto é injusto para você e eu tenho que me desculpar. Minha única explicação para este fato é que eu sou humano.
Quando me defronto com problemas de desempenho de um empregado, tenho a tendência de experimentar duas emoções: ansiedade e raiva. A ansiedade chega apenas em pensar sobre o que eu tenho que fazer. Eu não gosto de dizer a alguém que ele não está indo bem, tanto quanto você. Meu intestino se retorce, chego no limite e quero resolver o assunto e me ver livre dele tão logo quanto possível - tudo ao mesmo tempo. Então eu fico com raiva. Eu não criei o problema, o empregado o fez. Ele ou ela não cumpriram com suas responsabilidades, e por causa disto eu tenho que passar por este desconforto. Além disto, quando me encontro com o empregado é esperado que eu esteja calmo e tenha uma atitude profissional e prossiga num tom orientador que assegure que eu lidei com a situação de maneira consistente e justa. Eu aceito esta responsabilidade, mas, confie em mim, não é nada fácil.
Apenas uma vez eu gostaria que as pessoas entendessem e vissem o quão difícil isto é para mim. Quando o assunto for “problemas de desempenho”, ANDE UM POUCO COM OS MEUS SAPATOS.

Baseado no livro Walk Awhile in my Shoes, traduzido e adaptado com permissão exclusiva da Performance Systems Corporation para a Bahia Consult

domingo, 11 de outubro de 2009

Walk Awhile in my Shoes - Ande um pouco com meus sapatos - Parte 3


Não faz muito tempo, estava andando com o Diretor de uma empresa, na área de fábrica, quando um empregado se aproximou e disse que tinha uma sugestão para corrigir um problema que vinha acontecendo há muito tempo. O diretor, depois de ouvir a sugestão,  se limitou a dizer ‘OK, pode fazer’. Quando o empregado saiu eu perguntei se a ideia tinha sido boa, ele disse que era excelente. ‘Então eu perguntei por que ele não agradeceu e o parabenizou?’, perguntei. Para meu espanto, ele disse: Se elogiar, estraga, já já vai estar querendo aumento de salário.
Será que é assim que queremos ter os empregados comprometidos com a empresa? Vamos refletir

“RECONHECIMENTO...”

... NA VISÃO DO EMPREGADO

Sou conhecido por dizer, “Eu não quero tapinha nas costas, quero a minha parte em dinheiro”. Bem, não acredite nisto. É mentira! Independentemente de como eu ajo ou falo, eu realmente me importo muito com o que você e os outros pensam de mim e com o que faço. Reconhecimento é importante para mim. É por este motivo que eu uso broches de prêmio, agendas, canetas, camiseta, chaveiro e outros símbolos da empresa. É por isso que eu exponho meus troféus em casa e coloco os certificados na parede.
Acredite ou não, eu espero mais deste emprego do que apenas um contra-cheque. Tem que ser mais, porque tenho certeza de que não vou ficar rico com o que faço! O que eu quero, então? Quero me sentir bem comigo mesmo e com o trabalho que faço; quero sentir que realmente sou parte importante desta organização. E eu só consigo medir meu valor através da percepção dos outros... Eu sempre me vejo através dos seus olhos.
Eu reconheço que não faço um grande trabalho o tempo todo. Alguns dias eu acerto na mosca, alguns dias apenas acerto o alvo, e de vez em quando, não acerto nada. Eu não espero que você me veja como o melhor todo o tempo. Mas eu realmente espero ser reconhecido quando desempenho as minhas atividades acima e além do que é esperado, e quando mantenho um bom e consistente desempenho durante um longo período de tempo. E quanto mais você reconhece meu bom trabalho, mais eu quero trabalhar melhor. É engraçado como isto funciona. Eu acho que tudo isto é parte do que vocês chamam de “natureza humana”.
Eu sei que você está sempre tão ocupado que provavelmente nem pensa em reconhecer meu trabalho. E talvez ainda imagine que, por não ter recebido, você mesmo, reconhecimento, não precise fazer isto com os outros? Mas se você fizer um esforço e me disser quando aprecia meu trabalho, eu darei o melhor de mim em reciprocidade. E prometo não me queixar por receber tanto reconhecimento!
Por favor entenda quão importante isto é para mim... ANDE UM POUCO COM OS MEUS SAPATOS.

... NA VISÃO DO GERENTE

Alguém disse uma vez, “Se você quer ser admirado, não se torne chefe”. Eles estavam certos! Você não consegue agradar a todos. Se alguma coisa eu aprendi é que, não importa o que você faça, alguém vai ficar chateado. É uma verdade que acompanha o trabalho. Eu aceito isto. Mas há uma coisa que eu quero que você saiba sobre mim - uma realidade que faz parte dos seres humanos: Eu me importo com o que você e os outros pensam sobre mim.
Algumas vezes eu ajo como se não me importasse? Certo! Mas com poucas exceções é apenas forma de agir, uma fachada. Você vê, convencendo a mim mesmo que eu não me importo (ou ao menos tentando) me ajuda a passar por situações difíceis. Ajuda-me a seguir através de um caminho que eu acredito ser o certo e que ao mesmo tempo é, também, impopular. Se você é pai ou mãe, sem dúvida entende o que estou dizendo.
Eu me importo com o que você pensa de mim, principalmente com relação a honestidade, integridade e justiça. Eu aposto que você se considera uma pessoa justa. Você provavelmente tem orgulho disto. Bem, eu também. Mas, ocasionalmente, levo a fama de negligenciar e ser injusto no trato com meus empregados. Você ouve apenas um lado da história - sem conhecer todos os fatos - e forma uma opinião sobre mim. Eu sei disto e isto me incomoda, mas não posso me defender porque os fatos normalmente são confidenciais. Então eu levo a fama... e faço de conta que não me importo. Mas me importo.
Entendo, sinceramente, que devo conquistar sua confiança e respeito, assim como você conquistar o meu. E estou trabalhando para que isto aconteça. E, enquanto eu estou trabalhando nisto, talvez você pudesse me dar o mesmo "benefício da dúvida" que você esperaria de mim.
Antes de você me julgar... ANDE UM POUCO COM OS MEUS SAPATOS.

Baseado no livro Walk Awhile in my Shoes, traduzido e adaptado com permissão exclusiva da Performance Systems Corporation para a Bahia Consult

domingo, 4 de outubro de 2009

Walk Awhile in my Shoes - Ande um pouco com meus sapatos - Parte 2

Dando sequencia às nossas reflexões vou relembrar uma frase que foi dita por Heráclito, antes de Cristo: "Nada há de mais permamente que as mudanças"
A partir deste texto, espero mais comentários, concordando, discordando e, principalmente acrescentando.
Vamos refletir:



“MUDANÇAS...”



... NA VISÃO DO EMPREGADO

Certo, eu admito. Quando a mudança começa um dos meus primeiros pensamentos tende a ser: “Eu desejo que você mude a sua cabeça”! Um dia você quer que eu faça isto, noutro dia aquilo... e algumas vezes é isto e aquilo no mesmo dia.

A mudança é particularmente dura comigo porque, quando ela chega, “rolando ladeira abaixo”, advinhe quem está no pé da ladeira? Eu! Eu raramente sou o “decisor” mas quase sempre o “executor”. Parece que, assim que eu me sinto confortável e eficiente em meu trabalho - WHAM! - uma nova leva de exigências e expectativas é derramada sobre mim. Eu realmente gosto de sentir que estou dando a minha contribuição à esta organização. Mas está cada vez mais difícil sentir isto.

Como você, eu estou aprendendo que a mudança contínua e a própria vida significam a mesma coisa. Mas algumas mudanças são mais fáceis de engolir do que outras. Basicamente, estou disposto a fazer coisas diferentes para nos manter à frente dos nossos competidores. Mas eu realmente rejeito aquelas mudanças que algumas vezes são solicitadas “porque você quer”, sem considerar cuidadosamente todos os aspectos envolvidos. Talvez se você pedisse minha opinião com mais freqüência isto não acontecesse.

Mas meu maior problema com a mudança ocorre quando você não investe tempo para me explicar os “porquês”! Se você sabe o porquê, diga-me. E aumentará as chances de eu apoiá-lo no que tem que ser feito. Se você não sabe o “porquê”, tente descobrir.

Eu estou lutando para entender este nosso novo “ambiente de negócios”. Estou fazendo o melhor que posso, mas estou apavorado. Um pouco mais de sensibilidade e paciência de sua parte, será um passo enorme para me ajudar a enfrentar o desafio.

A mudança pode não ser fácil para você, mas você, pelo menos, dá algumas das ordens... TENTE ANDAR UM POUCO COM OS MEUS SAPATOS.

... NA VISÃO DO GERENTE

Se você está esperando um discurso sobre os méritos da mudança, esqueça! Não é sobre isto que estaremos tratando.

Eu sei, com certeza, que a mudança constante é um fato da vida. E sim, eu entendo profundamente que, ou você se adapta à mudança, ou luta contra ela, em vão, e assiste o mundo deixá-lo para trás. Mas, em realidade, na maioria das vezes eu me sinto tão inconfortável e amedrontado com a mudança quanto você.

Talvez você me veja como o instigador ou efetivador da mudança. Se você pensa assim, até certo ponto está certo. Patrocinar e apoiar a mudança é uma de minhas responsabilidades - e isto é absolutamente necessário a fim de manter nossa organização bem sucedida e proteger nossos empregos. Mas, além de ter que ser um defensor da mudança, sou também sua vítima. E quando ela vem, “rolando ladeira abaixo”, eu tenho que fazer tantas (ou mais) adaptações quanto qualquer outra pessoa.

Como você, eu também tenho as minhas zonas de conforto, que me dão a sensação de paz e estabilidade. E, do mesmo modo que você, minha vida torna-se bagunçada quando tenho que mudar meus hábitos e fazer coisas diferentes. Fique sabendo: você não é o único que tem medo do desconhecido. Não conheço o que vem lá de fora muito mais do que você, mas sei que não temos outra escolha, a não ser nos adaptarmos, crescer e continuar seguindo adiante. Olhe em volta. Acho que concordará. E penso que descobrirá um grande número de mudanças que tem transformado muitas coisas para melhor.

Sei que há momentos em que parece que eu não consigo mudar a minha cabeça e quero que você mude a sua - quando cada dia traz um novo desafio - talvez, você pudesse, me ajudar um pouco, me compreender... Estou fazendo o melhor que posso... e estou no meio da mudança, exatamente como você.

Quando a mudança chegar... TENTE ANDAR UM POUCO COM OS MEUS SAPATOS

Baseado no livro Walk Awhile in my Shoes, traduzido e adaptado com permissão exclusiva da Performance Systems Corporation para a Bahia Consult