segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Walk Awhile in My Shoes – Ande um pouco com os meus sapatos – parte 8

Na maioria das empresas, os “Gerentes” tem algumas das chamadas mordomias, o que não seria nada demais se não fosse tratada de forma clara e transparente com os demais empregados mas, não é bem assim.
Que tal refletirmos e tratarmos o assunto com franqueza e honestidade?

“Sobre Os Privilégios dos Gerentes”...”

... NA VISÃO DO GERENTE

Não há como negar que, ocasionalmente, desfruto de alguns benefícios e privilégios dos quais você não.
Com certeza eu normalmente não estou preso à mesma agenda que você. Algumas vezes faço um intervalo de almoço mais longo do que o permitido a você. E, sim, de vez em quando tenho a oportunidade de misturar negócios com diversão – algo que raramente é permitido a você. Com certeza, você está a par de outros “privilégios” que os gerentes têm. Você os vê e eles, provavelmente o incomodam, certo? Sei que isso é absolutamente natural. O que você não imagina, contudo, é que alguns destes poucos benefícios de que eu desfruto são contrabalançados com outras coisas que eu sei que você não vê e nem conhece.
Como poderia saber? Você não está aqui todas as vezes em que eu chego mais cedo para conseguir cumprir a minha agenda de trabalho. Você não está aqui todas as vezes em que tenho que ficar para uma reunião “supostamente” rápida, que na verdade é sempre demorada. Você não está aqui todas as vezes em que tenho que trabalhar em meus dias de folga para atender a determinados prazos. E você não faz ideia de quantas vezes, por necessidade da empresa, eu tenho que colocar o trabalho à frente da família, dos amigos e da diversão.
Se, como algumas pessoas dizem, “o cargo tem seus privilégios”, é somente porque “o cargo tem demandas extras”. Ambos vêm com o trabalho. Mas eu posso garantir: existem mais demandas que privilégios. E, dos privilégios que eu usufruo, hora-extra remunerada não é um deles.
Da próxima vez em que você ficar chateado com os privilégios que os gerentes têm, tente trocar de lugar com eles. Tenho certeza de que verá as coisas de maneira diferente se você ....
ANDAR UM POUCO COM OS MEUS SAPATOS.

Baseado no livro Walk Awhile in my Shoes, traduzido e adaptado com permissão exclusiva da Performance Systems Corporation para a Bahia Consult

sábado, 21 de novembro de 2009

Walk Awhile in My Shoes – Ande um pouco com os meus sapatos – Parte 7

Em várias empresas por onde passei, trabalhando ou prestando serviços como Consultor, me deparei com vários Gestores que diziam usar a Gestão Participativa. Na verdade eles usavam parcialmente: ouviam os membros da sua equipe e acatavam as sugestões, desde que estivessem de acordo com o que eles mesmo pensavam.
Vamos refletir um pouco sobre a nossa atuação neste assunto?

Sobre Gestão Participativa

... NA VISÃO DO EMPREGADO
Considerando tudo, eu acho que faço um bom trabalho, gerenciando minha própria vida. Eu voto, pago meus impostos, obedeço as leis (pelo menos a maioria delas). Eu consigo me vestir, me alimentar, entre outras coisas. Eu pago minhas contas, cuido da minha conta bancária, planejo minhas férias, e a lista pode ser interminável: afinal, sou um adulto responsável e (pasme) com um cérebro! Mas, algumas vezes, no trabalho, eu sinto que sou tratado como uma pessoa que não é confiável para tomar boas decisões. Isto acontece mais do que você pode imaginar e me incomoda tanto quanto incomodaria você.
Acredite ou não, eu me mantenho atualizado com as tendências de gestão, Eu sei que os conceitos de “Gestão Participativa”, “Trabalho em Equipe” e Empowerment, entre outros, fazem parte do cenário de negócios. Também entendo como eles podem melhorar os negócios e torná-los mais bem-sucedidos. Algumas vezes eu vejo estas coisas acontecerem em nossa empresa – eu vejo que alguns empregados têm a oportunidade de opinar em decisões-chave e processos de trabalho. Algumas vezes não vejo nada acontecer.
Eu entendo que estas tendências não sejam fáceis para você aceitar e lidar. São coisas que provavelmente não existiam quando você iniciou sua carreira de Gerente. E isso pode envolver muitas dificuldades das quais eu não esteja totalmente a par ou mesmo que possa avaliar. Eu sei que às vezes a chance de participar parece real, algumas vezes ela me é tirada, outras, nem existe.
Eu também sei que é muito mais fácil me sentir uma parte importante desta empresa quando tenho a chance de ser envolvido; é muito mais fácil ouvir frases como “ aja como dono da empresa” quando me dão a oportunidade de agir assim. Lembre-se, eu tenho uma parcela no sucesso desta organização, assim como você.
Mesmo como Gerente, você não gostaria de opinar mais sobre as coisas da empresa?
Por favor, pense sobre isto
ANDE UM POUCO COM OS MEUS SAPATOS.

Baseado no livro Walk Awhile in my Shoes, traduzido e adaptado com permissão exclusiva da Performance Systems Corporation para a Bahia Consult

domingo, 15 de novembro de 2009

Walk Awhile in My Shoes – Ande um pouco com os meus sapatos – Parte 6

Quantas vezes fazemos uma coisa com uma intenção e o resultado não é o esperado? Ou, pelo menos, não é percebido assim por outras pessoas?
Se formos mais transparentes uns com os outros, talvez possamos evitar que isso aconteça, pelo menos com tanta frequencia.
Vamos tentar?

Lidando com situações Sem ganhadores”...”

... NA VISÃO DO EMPREGADO

Sempre lutando com a questão: “Como eu motivo meus empregados?” Bem, Eu tenho uma sugestão que eu acho irá ajudar. PARE DE TENTAR! Em vez disso, empregue o seu tempo livrando-se das coisas que me desmotivam. E um dos itens principais desta lista é a situação “sem ganhadores”
Se alguma vez você sentiu que não consegue ganhar, não importa o que você faça, você sabe o sentimento de dor que isto gera. E é algo que eu experimento mais freqüentemente do que você pode imaginar. O fato concreto é que, há vezes quando eu faço o que é esperado de mim e, BOOM, Sou punido por isto.
Algumas vezes você sugere que eu faça coisas como: “mostre mais iniciativa invés de esperar receber orientação sobre tudo”. Então eu tento... Eu pego o Touro pelos chifres Mas se ele torna-se pior, o que acontece? Você me chama à atenção por não te-lo consultado antes! BOOM, Eu perco.
Algumas vezes eu também sou punido por meu bom desempenho. Eu me esforço bastante e faço um bom trabalho lidando com problemas difíceis enquanto alguns de meus colegas estão divertindo-se ou fazendo apenas o suficiente para manter-se empregados. Então, o que acontece na próxima vez que aparece um problema difícil? Eu sou chamado para lidar com ele. BOOM, Eu perco de novo. E, se acontece de eu falhar neste problema difícil? Já adivinhou: BOOM!
Eu sei (ao menos eu espero) que estes atos não sejam intencionais de sua parte. Mas isto não diminui o grau de frustração que eu sinto. Eu quero fazer um bom trabalho e eu quero “ganhar” quando eu realmente ganhar. Se eu me deparo com tantas situações “sem ganhadores”, eventualmente eu paro de tentar ganhar, então BOOM, ambos perdemos
Por favor, pense sobre isto
ANDE UM POUCO COM OS MEUS SAPATOS.

... NA VISÃO DO GERENTE

Você sempre sente que não consegue ganhar, não importa o que faça? Eu também! E sem dúvida é um sentimento de dor.
Talvez, algumas vezes você sinta isto como resultado de minha atuação com você. Se este é o caso, eu assumo a responsabilidade por corrigir isto, porque todos merecem a oportunidade de “ganhar”. Mas você pode não imaginar que, algumas vezes, você me faz sentir do mesmo modo. Você, ocasionalmente me nega a oportunidade de ser um ganhador e isto é igualmente errado.
Como gerente, eu tenho a minha parcela de “condenação” tanto quando você faz quanto quando deixa de fazer experiências – especialmente quando são mudanças para melhorar os processos. Por exemplo: Vamos dizer que você não se sinta adequadamente reconhecido pelo seu bom trabalho. Você esta, compreensivelmente, chateado com algo que eu não estou fazendo. Mais tarde, eu tomo consciência disto e faço um esforço especial para lhe dar mais reconhecimento. Mas você se tornou cético e pensa “por que ele fez isto?, deve Ter algua agenda secreta. Agora você está chateado porque eu estou fazendo o que você queria que eu fizesse da primeira vez. Resultado: Eu perco, não importa o que tenha feito. E porque sou um simples ser humano, eu, eventualmente posso parar de continuar tentado e , provavelmente serei mais condenado.
A única coisa pior que perder é Ter negada a chance de ganhar. Você acha que é o único que enfrenta situações “sem ganhadores?”
ANDE UM POUCO COM OS MEUS SAPATOS.

Baseado no livro Walk Awhile in my Shoes, traduzido e adaptado com permissão exclusiva da Performance Systems Corporation para a Bahia Consult

terça-feira, 10 de novembro de 2009

UNIBAN e a Tomada de Decisão

Recentemente os alunos da UNIBAN, em São Bernardo do Campo, hostilizaram verbalmente a aluna Geisy Arruda por usar um vestido curto. A situação criou um tumulto de grandes proporções.

O que fez o Conselho de Administração da Universidade? Abriu sindicância para punir os alunos que foram desrespeitosos com Geisy e a expulsou.

Farei uma análise do ponto de vista de Administração.

A UNIBAN tinha dois problemas:

- Os alunos criaram um grande tumulto por causa de um vestido curto usado por uma aluna.

- O vestido curto usado pela aluna, que provocou o tumulto.

O que mandam os princípios básicos de Tomada de Decisão, imaginando que a aluna fosse reincidente (como alegou a universidade): aplicar uma advertência escrita, solicitando à aluna que usasse roupas mais adequadas para evitar uma punição mais dura, como suspensão ou mesmo expulsão.

Para que isso fosse feito, era preciso saber se outras alunas não usavam roupas curtas também e, em caso positivo, tomar a mesma atitude.

Outra atitude fundamental: identificar os alunos agressores e aplicar uma punição. Deveriam emitir um comunicado a todos informando não tolerar este tipo de atitude e explicitando que os alunos identificados foram suspensos e que a mesma punição seria aplicada se fossem identificados novos responsáveis.

Ao expulsar a aluna de forma irrevogável (como disse o advogado da escola, Decio Lencioni Machado “Mercadante”), a instituição atraiu para si os olhares de indignação de todo o mundo, já que houve repercussão fora do País, além de demonstrar falta de capacidade decisória.

O Reitor, mesmo que tardiamente, corrigiu um erro, antes de um processo judicial que estaria sendo movido pela família da estudante: revogou a expulsão.

Resolvi escrever este post para alertar as pessoas sobre a qualidade das decisões que tomamos no nosso dia-a-dia e da repercussão que estas podem causar, tanto interna quanto externamente.

A situação não era um incêndio (o que houve já tinha sido debelado como assim?), requeria um tempo maior de análise. Era preciso ver quais as possibilidades para resolver a questão da melhor forma possível. Em suma, criar cenários e alternativas com prós e contras. Se a UNIBAN fez isso, subestimou os “contra”. Se não fez, deveria ter feito.

Já diziam os antigos: cautela e canja de galinha não fazem mal a ninguém.

Vamos aproveitar este episódio para aprender e tirar lições para outras situações.

Forte abraço a todos

Humberto Souza