sábado, 26 de dezembro de 2009

Walk Awhile in My Shoes – Ande um pouco com os meus sapatos – parte 12

Será que os nossos critérios para escolha de candidatos a promoção está sendo adequado? Será que os candidatos conhecem as regras?

“Sobre Seleção e Promoção...”

... NA VISÃO DO GERENTE
Quando o assunto é selecionar pessoas para promoção, tarefas especiais ou algo do gênero é duro ganhar. Duro, é claro, se eu prestar alguma atenção sobre o que os candidatos pensam.
Aqui está o cenário: Dez pessoas estão competindo por Uma promoção. Não importa quem eu escolha, uma pessoa achará que eu fiz a escolha certa e as outras nove acharão que eu falhei. Se você for a pessoa que eu escolhi, provavelmente irá sugerir que eu não preste atenção ao que os outros pensam. Certamente, se você não foi selecionado irá, sem dúvida, questionar os motivos que me levaram a fazer uma seleção que tanta gente acha que foi errada. Conseguiu perceber?
Há muito mais coisas em uma decisão de seleção do que você possa imaginar. Algumas vezes, pode parecer que eu escolhi uma pessoa de quem gosto. Bem, isso pode chocar você, mas é verdade! Mas o fato de eu gostar dessa pessoa é determinado pelo peso de muitos fatores, como habilidades técnicas, habilidades interpessoais, o que nós estamos precisando agora, o que iremos precisar no futuro, o desempenho passado, senioridade, aspectos de diversidade, interesses, habilitações e muito mais. Você não tem que usar os mesmos critérios para determinar de quem você gosta.
Então, se você está tentado a questionar minhas decisões de seleção e promoção, lembre-se deste simples fato: eu tenho que conviver com a pessoa que escolhi, assim como você. Não há maneira para selecionar alguém que eu não ache que poderia dar conta do trabalho de forma adequada.
Quando o assunto for seleção e promoção, tente ....
ANDAR UM POUCO COM OS MEUS SAPATOS.

Baseado no livro Walk Awhile in my Shoes, traduzido e adaptado com permissão exclusiva da Performance Systems Corporation para a Bahia Consult

domingo, 20 de dezembro de 2009

Walk Awhile in My Shoes – Ande um pouco com os meus sapatos – parte 11

De ambos os lados, temos a tendência de julgar os outros sem conhecer todos os pormenores envolvidos em seus atos. Será que estamos sendo justos?

“Sendo objetivo, consistente e justo”…

… NA VISÃO DO GERENTE
Às vezes, sou acusado de ser reservado, me manter distante, difícil de me dar a conhecer. Bem, eu admito… algumas vezes sou culpado desta acusações. Mas, antes que você vá logo assumindo que eu sou um elitista ou um antipático arrogante, gostaria que você considerasse as razões pelas quais, frequentemente, mantenho distância entre nós: É difícil ser supervisos dos amigos. Se, em alguma momento voce for colocado em uma posição de liderança, voce saberá exatamente o que estou falando.
Chefes”, inevitavelmente, devem fazer coisas que não se misturam muito bem com amizade. Seja quando estamos resolvendo problemas de trabalho, fazendo avaliação de desempenho ou mesmo dando algum tipo de reconhecimento, é dificil ser objetivo e justo lidando com amigos. Quanto mais desagradável a tarefa, maior é a possibilidade que eu tenha que escolher entre fazer meu trabalho e manter a amizade.  É um fardo pesado para qualquer um carregar. Fazer a escolha certa, não é tão fácil quanto possa parecer.
Igualmente difícil é ir ao encontro das expectativas de que eu seja “consistente” e “justo” nas minhas questões com você. Voce espera ambas as coisas, e meu chefe também. Ai existe um dilema. Consistencia significa, basicamente, tratar todos da mesma maneira enquanto Justiça significa tratar todos da forma como eles merecem ser tratados, baseado nas particularidades de cada um. Então, na medida que algumas situações que tenho que lidar, são extremamente parecidas, se eu for 100% consistente com todos serei, inevitavelmente, injusto com alguém. E se for 100% justo com todos, não serei consistente com ninguém; Acabo tratando as pessoas diferentemente. Não importa o caminho que eu tome, alguém vai se chatear. O melhor que posso fazer é, simplesmente, fazer o melhor que posso e, de alguma forma, tentar manter o balanço entre os dois pontos. Eu trabalho nisso todos os dias. Bem vindo ao meu mundo!
Quer saber quão mais fácil é dizer “objetivo, consistente e justo” do que realmente ser?
ANDE UM POUCO COM OS MEUS SAPATOS

Baseado no livro Walk Awhile in my Shoes, traduzido e adaptado com permissão exclusiva da Performance Systems Corporation para a Bahia Consult

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Walk Awhile in My Shoes – Ande um pouco com os meus sapatos – parte 10

O medo de dar informações, normalmente gera muitos prejuízos ás empresas, uma pena que alguns gestores não se dão conta disso.

“Compartilhando Informações”

NA VISÃO DO EMPREGADO
Lembra-se da brincadeira de criança “Eu sei uma coisa que você não sabe...”? Eu me lembro muito bem. Aprendi desde pequeno que  conhecimento é poder e, à medida que fui crescendo (ou pelo menos ficando mais velho), descobri que as coisas não mudaram, especialmente no local de trabalho. Agora, frequentemente me vejo pensando “Você sabe de alguma coisa que eu não sei”. E este pensamento me incomoda. Faz com que eu me sinta uma criança novamente – de um ponto de vista negativo.
Correta ou não, minha percepção é a de que a gerência sempre sabe muito mais sobre os nossos negócios do que eles dizem. Eu, com certeza, entendo que nem toda informação é para consumo público. Algumas coisas devem ser mantidas confidenciais. Mesmo algumas coisas que trato com você também não quero que outros saibam. Mas algumas vezes você tem uma postura paternalista (“eles não precisam saber disso”) com dados não-confidenciais. Ou mesmo pior, quando você assume “eles não querem ser incomodados com todas essas coisas”.
Aqui vai uma sugestão: Que tal me deixar ser o juiz do que eu preciso ou quero saber? Eu posso estar mais interessado do que você pensa! Quando você tem informações sobre o desempenho da empresa, quadro financeiro, dados de qualidade, etc... repasse eles. Deixe-me saber sobre os futuros planos de expansão de produtos e serviços. Compartilhe informações sobre os nossos competidores e tendências em nosso mercado. Se eu jogá-las no lixo, foi escolha minha. Pelo menos você terá feito um esforço para eu me sentir uma parte importante na empresa.
E, de uma vez por todas, não sinta que tem que me proteger de más notícias. Sou adulto; posso lidar com isso. Ouvir más notícias não é agradável, mas não é pior do que ser deixado no escuro... pensando o pior.
Talvez algumas vezes você sinta que não está por dentro de tudo que está acontecendo por aqui. Se for este o caso:
TENTE ANDAR EM MEUS AINDA MAIS DESINFORMADOS SAPATOS.

Baseado no livro Walk Awhile in my Shoes, traduzido e adaptado com permissão exclusiva da Performance Systems Corporation para a Bahia Consult

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Walk Awhile in My Shoes – Ande um pouco com os meus sapatos – parte 9

Às vezes os “Gerentes” pensam que resolver Disputas é um assunto muito fácil de ser encarado pelos empregados. Será?

“Na Resolução de Disputas”…

…NA VISÃO DO EMPREGADO
Chame de Descontentamento, Queixa, Disputa, o que quiser: o nome realmente não tem importância. Porque sou humano é inevitável que eu ocasionalmente tenha algumas inquietações sobre como sou tratado no trabalho. Algumas vezes minhas questões são resolvidas por alguém, ou mesmo por conta própria mas, outras vezes, eu acabo convivendo com elas. Elas afetam meu trabalho e têm um papel importante na forma como vejo você e a organização.
Você pode até se orgulhar de ter uma “politica de portas abertas” na qual posso chegar para discutir minhas preocupações “a qualquer momento”. Eu aprecio as boas intenções que esta politica representa. Mas não penso que você faça ideia de como é difícil para mim dar um passo para entrar por aquela porta. Algumas vezes eu acho que você está ocupado demais para me dar a atenção que eu acho que mereço. Para você pode ser apenas um problema ou talvez apenas mais um “empregado chorão”. Para mim, é um problema importante que já vem me incomodando há algum tempo.
É especialmente difícil chegar quando “você” é o motivo de minha queixa. Eu termino tendo que ir procurar “a pessoa que é motivo da minha reclamação”, a fim de buscar a solução. Quem não iria se sentir desconfortável com esta situação? Quem não sentiria medo de ser rotulado como “causador de problemas”? Quem não sentiria medo da possibilidade de “retribuição”? Então, algumas vezes eu simplesmente me calo (pelo menos com você) e vou levando.
Há uma “pegadinha” aqui, que não sei como resolver. Você, de forma completamente válida, tem o direito de perguntar: “Como posso resolver a queixa de um empregado se eu nem mesmo sei que ela existe”? Mas eu também devo perguntar: “Como posso usar um processo que eu tenho medo ou, pelo menos pouca confiança nele”? Eu desejaria ter uma resposta para recomendar, mas não tenho. Só tenho preocupação.
Você acha que a resolução de disputas é um “osso duro de roer”?
… ANDE UM POUCO COM OS MEUS SAPATOS

Baseado no livro Walk Awhile in my Shoes, traduzido e adaptado com permissão exclusiva da Performance Systems Corporation para a Bahia Consult