domingo, 31 de janeiro de 2010

Halitose, Flatulência e Caspa Social

Conforme o combinado no último post, vamos falar mais um pouco sobre Inteligência Social, mais especificamente sobre o conceito de 'Halitose, Flatulência e Caspa Social’ formulado por Albrecht.

Halitose Social

Segundo Albrecht, Halitose Social é um tipo de comportamento em que as pessoas abordam você sem sua permissão e o tratam como uma peça de mobília. Ele identificou alguns tipos interessantes. Um deles são as pessoas que têm apenas uma história e insistem em contá-la continuamente. Guardadas as devidas proporções, é como o pessoal de telemarketing que dispara a falar, tão logo você atende o telefone, sem qualquer chance de interrupção. Da mesma forma que uma cadeira, o ouvinte dessas pessoas permanece calado.

Flatulência Social

Segundo o consultor organizacional Edward Hanpton (deixo Albrecht de lado aqui, porque o conceito formulado por ele usa termos menos elegantes), "Algumas pessoas têm o dom de dizer coisas tão impróprias, deselegantes ou rudes, demonstrando tão pouca apreciação pelo contexto imediato que parecem sofrer de flatulência social".

São aquelas pessoas que costumo chamar "Sem Noção", pessoas que chegam sorrindo, contando piada e falando alto em um enterro.

Caspa Social

Albrecht considera 'caspa social' um padrão pelo qual o individuo impõe, egoisticamente, seus interesses aos outros, sem se importar com o que os outros acham. São aquelas pessoas que ligam o som do carro a toda altura, sem pensar em quem está em volta, pessoas que que não só atendem o celular como falam durante a missa ou um culto religioso. Do ponto de vista empresarial, são aqueles colegas que chegam em sua sala, sem avisar e sem serem convidados, sentam-se e começam a falar de suas necessidades ou outro assunto qualquer, sem se preocupar com a sua disponibilidade.

Caracterizados estes três comportamentos, convido o leitor a relatar situações que possam se enquadrar em cada um deles, compartilhando para que possamos nos prevenir.

Abraços

Humberto

domingo, 24 de janeiro de 2010

FALANDO UM POUCO DE INTELIGÊNCIA SOCIAL

O Psicólogo Howard Gardner pesquisou e difundiu bastante o conceito de Inteligências Múltiplas, das quais faz parte a Inteligência Social.

Daniel Goleman, outro estudioso, fala em ser inteligente não apenas a respeito, mas em nossos relacionamentos.
Em seu livro Inteligência Social, Karl Albrecht define Inteligência Social como a habilidade de se relacionar com as outras pessoas e conseguir que elas cooperem com você.
Este conceito pode parecer tanto um pouco restritivo quanto manipulativo. Porém, a ideia não é iniciar um debate acadêmico sobre o assunto. Por isso, vamos focar no ponto-de-vista positivo do conceito.
Olhando sob este prisma podemos observar o assunto em atitudes, tanto nossas quanto das outras pessoas, classificando-as como Tóxicas ou Salutares.
Atitudes Tóxicas fazem com que os outros se sintam desvalorizados, incapazes, intimidados, enfurecidos, frustrados ou culpados. O oposto disto são as Atitudes Salutares, que fazem com as pessoas se sintam bem, sob um ou mais aspectos.
O que me chama à atenção é o fato de que a maioria das pessoas que tem atitudes tóxicas ou não tem consciência disso ou acham que o que fazem é normal.
Por exemplo, semana passada eu ia me encaminhando a uma fila para comprar pão, quando um senhor de aparentemente 60 a 65 anos desce do carro e anda apressadamente, passando à minha frente como se eu não existisse.
Neste sábado, minha esposa estava na locadora de vídeo com uma amiga quando viu o título que estavam procurando, falou para a amiga e, quando se dirigiram para a prateleira, uma mulher que a tinha ouvido também exclamou ("ah era o que eu estava procurando, nem tinha visto"), foi lá e pegou o DVD sem sequer perguntar se minha esposa queria. Era a última cópia.
Estes e outros tipos de atitudes são descritos por Albercht em seu livro como, Halitose, Flatulência e Caspa Social. Trataremos eles em no próximo post.
Por enquanto convido o leitor a refletir sobre as atitudes tóxicas que tomamos em nosso dia-a-dia.


Abraços

Humberto

Este assunto foi tema de um CBN Debate, com link no blog

domingo, 17 de janeiro de 2010

Walk Awhile in My Shoes – Ande um pouco com os meus sapatos – parte 15

Os Gerentes tem sempre o costume de cobrar lealdade no emprego mas será que as ações tomadas pelas empresas geram este sentimento de lealdade?

“Sobre lealdade e segurança no emprego”...”

... NA VISÃO DO EMPREGADO

Costumava ser assim: Se você trabalhasse duro, não se metesse onde não fosse chamado e fosse leal à empresa, seu emprego estava garantido para o resto da vida ou, pelo menos, até quando você o quisesse. Agora não mais! Eu leio os jornais e assisto o noticiário da noite. Vejo uma quantidade grande de evidências de que “segurança no emprego” tornou-se coisa do passado. As “garantias” que nossos pais e avós desfrutaram (ou pelo menos pensaram que desfrutaram) estão desaparecendo. E isso é “aterrorizante”. Prega peças em minha mente. Sinto-me como se estivesse correndo muito e amedrontado o tempo todo.
Quando ouço termos como “reestruturação” “reengenharia” “fusão” “venda do controle acionário” “downsizing”, etc, não posso deixar de imaginar se acontecerá por aqui. Preocupo-me de que maneira poderá me afetar. Isto é natural, sou um ser humano. E, francamente, é uma coisa horrível estar com isso passando pela sua cabeça. Tento não pensar no assunto e apenas fazer meu trabalho, mas é difícil.
Eu aposto que você compartilha de muitos dos meus medos, É obvio que os gerentes não são mais imunes às mudanças de rumos que os empregados. Eu espero que você seja tão sensível às minhas preocupações quanto espera que os outros sejam com as suas.
Se há momentos em que você espera que eu seja mais leal a você e à empresa, por favor, compreenda que estou lutando para entender o que “lealdade” significa no atual mundo de negócios. Como você, estou buscando algum grau de estabilidade - algo em que possa me apoiar – no que parecem ser tempos de instabilidade.
E, se você encontrar alguma maneira de me assegurar que o trabalho duro vale à pena, eu realmente apreciaria. Está ficando muito difícil de acreditar. Mas eu quero acreditar.
Entenda meus receios
ANDE UM POUCO COM OS MEUS SAPATOS.
Baseado no livro Walk Awhile in my Shoes, traduzido e adaptado com permissão exclusiva da Performance Systems Corporation para a Bahia Consult

domingo, 10 de janeiro de 2010

Walk Awhile in My Shoes – Ande um pouco com meus sapatos – parte 14

Todos temos problemas pessoais e, para nós, são os mais importantes do mundo. Será que não deveríamos considerar que outros também têm?

“Sobre Problemas Pessoais...”

... NA VISÃO DO GERENTE

A maioria das coisas na vida são mais fáceis de pensar e dizer do que fazer. É o caso da crença comum de que de que “os problemas pessoais devem ser deixados e casa e não levados ao trabalho.” Eu sei que às vezes é difícil para você agir assim. Só não estou certo de que você saiba que é difícil para mim também.

Quando você vem para o trabalho trazendo o excesso de bagagem da família, questões de relacionamento ou, talvez, problemas de saúde ou financeiros, provavelmente espera um pouco de sensibilidade e consideração de minha parte – especialmente se você conquistou esta consideração normalmente, através de um bom e sólido desempenho. Você está certo em esperar isto. E eu tentarei ser o mais sensível que puder, à medida que estes problemas não se tornem ocorrências diárias. Mas o real desafio para mim é demonstrar preocupação com você quando estou mergulhado nos mesmos problemas e fazendo o melhor que posso para não deixar que isto afete o meu trabalho.

Veja, problemas pessoais não vão embora quando você assume o cargo de gerente. De fato, é justamente o oposto. Você acaba tendo mais coisas com que se preocupar, mais coisas que potencialmente deixarão você “para baixo”. E saber que ninguém me forçou a assumir este trabalho, não minimiza minhas preocupações em nada.

O que você acha de mostrar um pouco de sensibilidade para comigo? Quando se trata de problemas pessoais, meus sapatos pesam 1 tonelada. Tente....

ANDAR UM POUCO COM OS MEUS SAPATOS.

Baseado no livro Walk Awhile in my Shoes, traduzido e adaptado com permissão exclusiva da Performance Systems Corporation para a Bahia Consult.

domingo, 3 de janeiro de 2010

Walk Awhile in My Shoes – Ande um pouco com os meus sapatos – parte 13

Os Chefes de um modo geral, se esquecem de perguntar o que as pessoas estão fazendo antes de pedir algo. Isso é respeitar as pessoas? Que tal refletirmos e investirmos um pouco mais de tempo antes de pedir algo?

“Respeitando o meu tempo...”

... NA VISÃO DO EMPREGADO

Tanto trabalho a fazer e tão pouco tempo disponível! Se alguma vez você sentiu que não há tempo suficiente para fazer o trabalho, você não está sozinho. Eu posso não trabalhar tantas horas quanto você com freqüência, e sim, eu às vezes vou embora tão logo meu turno de trabalho termina. Mas isto não faz com que meu tempo seja menos valioso que o seu.

Eu tenho um trabalho a fazer, e você espera que eu o faça bem feito. Parte do meu trabalho envolve fazer coisas que você precisa que estejam completadas. Muitas vezes você espera que eu largue tudo que estou fazendo para atender às suas necessidades. Está certo se a atividade que você precisa é realmente importante. Mas fico frustrado quando você coloca prioridade máxima em todas as tarefas. Às vezes estou no meio de uma tarefa “faça isso agora” quando me pede para fazer outra coisa. E, em algum lugar disso tudo, é esperado que eu faça também o meu trabalho diário.

Pergunte-me o que eu estou fazendo antes de me dar uma nova tarefa e eu ficarei muito mais inclinado a pensar que meu trabalho é realmente importante. Pergunte-me se eu tenho alguns minutos para discutir as suas necessidades ao invés de vir somente me dizer o que eu tenho que fazer, e eu ficarei muito mais inclinado a acreditar que o meu tempo é um recurso precioso, que deve ser respeitado e usado com inteligência. Aja como se meu tempo não é importante e eu ficarei ressentido. E o pior é que eu tenho que seguir a sua liderança….

Alguma vez sentiu que o seu tempo não é respeitado? tente....

ANDAR UM POUCO COM OS MEUS SAPATOS.

Baseado no livro Walk Awhile in my Shoes, traduzido e adaptado com permissão exclusiva da Performance Systems Corporation para a Bahia Consult