domingo, 3 de janeiro de 2010

Walk Awhile in My Shoes – Ande um pouco com os meus sapatos – parte 13

Os Chefes de um modo geral, se esquecem de perguntar o que as pessoas estão fazendo antes de pedir algo. Isso é respeitar as pessoas? Que tal refletirmos e investirmos um pouco mais de tempo antes de pedir algo?

“Respeitando o meu tempo...”

... NA VISÃO DO EMPREGADO

Tanto trabalho a fazer e tão pouco tempo disponível! Se alguma vez você sentiu que não há tempo suficiente para fazer o trabalho, você não está sozinho. Eu posso não trabalhar tantas horas quanto você com freqüência, e sim, eu às vezes vou embora tão logo meu turno de trabalho termina. Mas isto não faz com que meu tempo seja menos valioso que o seu.

Eu tenho um trabalho a fazer, e você espera que eu o faça bem feito. Parte do meu trabalho envolve fazer coisas que você precisa que estejam completadas. Muitas vezes você espera que eu largue tudo que estou fazendo para atender às suas necessidades. Está certo se a atividade que você precisa é realmente importante. Mas fico frustrado quando você coloca prioridade máxima em todas as tarefas. Às vezes estou no meio de uma tarefa “faça isso agora” quando me pede para fazer outra coisa. E, em algum lugar disso tudo, é esperado que eu faça também o meu trabalho diário.

Pergunte-me o que eu estou fazendo antes de me dar uma nova tarefa e eu ficarei muito mais inclinado a pensar que meu trabalho é realmente importante. Pergunte-me se eu tenho alguns minutos para discutir as suas necessidades ao invés de vir somente me dizer o que eu tenho que fazer, e eu ficarei muito mais inclinado a acreditar que o meu tempo é um recurso precioso, que deve ser respeitado e usado com inteligência. Aja como se meu tempo não é importante e eu ficarei ressentido. E o pior é que eu tenho que seguir a sua liderança….

Alguma vez sentiu que o seu tempo não é respeitado? tente....

ANDAR UM POUCO COM OS MEUS SAPATOS.

Baseado no livro Walk Awhile in my Shoes, traduzido e adaptado com permissão exclusiva da Performance Systems Corporation para a Bahia Consult

Um comentário:

  1. Humberto,

    Infelizmente, como estudante de Ciências Econômicas, não tive a oportunidade de estudar nenhuma matéria relacionada à Administração.
    Assim, imagino que a preocupação com os aspectos de gerenciamento empresarial tenham se difundido principalmente a partir da Segunda Guerra Mundial.
    Talvez a preocupação com a Gestão tenha se aguçado principalmente por ocasião de guerras, momentos nos quais até mesmo os alimentos precisam ser racionalmente distribuídos para que todos tenham o necessário à sobrevivência.

    Eis que muitas empresas e muitos chefes estão constantemente adotando "estratégias de guerra". Pois as metas são tão ambiciosas que conversar com o colaborador, com o intuito de valorizá-lo naquilo que está fazendo, para daí delegar novas atividades, se torna perda de tempo. O "importante" é aquilo que vem determinado "de cima". Saber se o colaborador está se sentindo bem ou não é um mero detalhe... O que interessa é a produção, é o cumprimento da meta.

    Humanizar a gestão empresarial, eis o desafio.
    Muito embora os princípios de administração moderna orientem para este caminho, a realidade, mesmo em empresas multinacionais, mostra que a "estratégia de guerra, custe o que custar", ainda é a predominante. Pois, "o que interessa é o lucro".

    De que forma que nós, cidadãos críticos, os quais nos consideramos algo mais do que "meros números de matrícula", poderíamos nos articular para acompanhar se a empresa na qual trabalhamos ou a qual nos fornece produtos e serviços efetivamente é "humanizada"? Ou se ainda está no "padrão de guerra"?

    Abraço e ótimo 2010 a todos!

    Everton

    ResponderExcluir