segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

“Como é que toda vez que me apunhalam pelas costas, minhas digitais estão na faca?”

Comprei este livro há mais ou menos 2 anos, inicialmente, pelo título e pelo autor Jerry B. Harvey, o mesmo do Paradoxo de Abilene, um clássico para quem lida com Treinamento e Desenvolvimento.

Ele define punhalada pelas costas como “uma tentativa de descrédito através de meios sub-reptícios, como insinuações, acusações ou coisas semelhantes”.

Excelente aquisição este livro e me fez compreender que, na imensa maioria das vezes em que fui apunhalado pelas costas, grande parte da culpa foi minha.

A punhalada começa, às vezes, com um aviso sútil ou mesmo com um boato de que ela está a caminho e a vitima em potencial não acredita ou não dá ouvidos ao aviso e continua a vida normalmente. Quando até já havia se esquecido do assunto, ela recebe a punhalada e se diz vitima.

Somos apunhalados pelo nosso desejo de ser aceito e o medo de ser rejeitado por aqueles que tem a intenção de nos apunhalar e, não tomamos medidas para nos proteger.

No meu caso, se tivesse tomado as medidas adequadas, teria evitado 80% das punhaladas que sofri.

Como medidas preventivas, eu sugiro:

a) Ouvir as mensagens ou os sinais apresentados, sem qualquer julgamento e sem emitir opinião;

b) Considerar o que foi dito e avaliar se é possível que a punhalada aconteça da forma como foi avisado ou de outra forma qualquer; e

c)Tomar as medidas de proteção adequadas, seja conversar com as pessoas, seja preparar documentação que dê substância ao seu projeto ou à decisão tomada.

Convido a todos para uma reflexão sobre as vezes que se sentiram apunhalados. Será que poderiam ter evitado? Que lições podem ter aprendido com estas punhaladas? O que pode ser feito para evitar novas punhaladas?

Um forte abraço a todos

Humberto

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