domingo, 18 de abril de 2010

Recursos Humanos para quem não é da área

Com o final dos artigos “Walk Awhile in My Shoes – Ande um pouco com os meus sapatos”, vou iniciar uma nova série. Desta vez, não serei apenas o tradutor e adaptador, serei o provocador dos debates.  O material foi escrito por mim, aproveitando estes 30 anos atuando direta ou indiretamente na área de Recursos Humanos.

Chamo os eventuais leitores a opinar sobre os temas para que possamos enriquecer o debate e clarear pontos de vista.

E, como diria um filósofo, vamos começar pelo início, por uma questão de princípios.

RECRUTAMENTO e SELEÇÃO 1ª Parte

A primeira impressão é a que fica!

O Recrutamento e Seleção é a porta de entrada nas organizações. Uma organização eficiente começa com um recrutamento eficiente e, embora os erros do processo possam ser corrigidos, eles podem ser extremamente onerosos e morosos.

Por se tratar da porta de entrada das organizações, devemos tomar muito cuidado com a correta estruturação e organização do recrutamento, pois a PRIMEIRA IMPRESSÃO É A QUE FICA!

A responsabilidade pelo processo seletivo é e sempre deverá ser do superior imediato do funcionário a ser admitido.

Tudo começa com a correta definição do que se espera do futuro ocupante do cargo, em todos os aspectos. Que características intelectuais, técnicas, físicas e de personalidade ele deve possuir.

Vale lembrar que não existem personalidades certas ou erradas e sim as mais adequadas ao desempenho de determinadas funções organizacionais.

Por falar nisso, PERSONALIDADE pode ser definida como a maneira habitual de ser dos indivíduos ou, em outras palavras, é o somatório de seus comportamentos.

Saindo da teoria para a prática, listamos abaixo algumas das características que devem ser observadas para a definição do perfil dos candidatos, entre outras que devam ser incluídas:

  • Capacidade de Trabalhar em Equipe
  • Boa Comunicação Oral
  • Boa Comunicação Escrita
  • Criatividade
  • Concentração
  • Delegação
  • Discrição
  • Extroversão
  • Flexibilidade
  • Iniciativa
  • Liderança
  • Persistência
  • Porte Físico Adequado
  • Postura
  • Rapidez de Raciocínio
  • Idioma estrangeiro

Não podemos esquecer do conhecimento técnico sobre a função a ser desempenhada (se esta for uma exigência do processo).

A escolha das características deve levar em conta o tipo de atividade a ser desempenhada. É muito comum os detentores dos cargos de chefia superestimarem as necessidades, solicitando candidatos com escolaridade ou experiência acima das realmente necessárias ao desempenho das funções.

Muito cuidado pois, às vezes, subestimamos as necessidades e solicitamos candidatos com escolaridade ou experiência abaixo das realmente adequadas ao desempenho das funções.

Após a definição das características, devemos definir a maneira para verifica-las.

Existem várias: observação, carteira profissional, currículo etc. A escolha de sua aplicação deverá ser feita de acordo com a complexidade de cada função. Apenas uma é obrigatória para todo e qualquer cargo, do mais simples ao mais complexo: A ENTREVISTA. Sobre ela, aliás, falaremos em nossa próxima postagem.

Uma boa semana a todos

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