domingo, 4 de julho de 2010

Liderança e Copa do Mundo

Mais dois ex-campeões mundiais ficaram de fora: o Brasil (com 5 títulos) e a Argentina (com 2). Com relação ao Brasil, confesso que torci do mesmo jeito que a seleção jogou, burocraticamente, e nem fiquei abatido com a derrota para a Holanda. Hoje torci mais para a Alemanha que, desde o primeiro jogo me empolgou com o seu futebol ofensivo.

Não esperava nada de Dunga, pois há alguns anos tive a “oportunidade” de ver uma palestra dele no encerramento de uma convenção, na empresa em que eu trabalhava. Muito aplaudido na entrada, como o capitão do tetra, não acrescentou nada de novo e no encerramento, mesmo ainda aplaudido, deixou o palco sem responder algumas perguntas, sem se despedir ou agradecer aos presentes.

Na sexta feira, após a eliminação, ele deixou o campo sem cumprimentar os jogadores. Depois, na coletiva tomou uma atitude de líder, isentando os jogadores, elogiando-os e assumindo a culpa pela desclassificação o que, aliás, é completamente verdadeiro, pois foi ele quem convocou mal, escalou mal e não orientou adequadamente. Curiosamente, em outra entrevista veio com a frase: todos ganhamos, todos perdemos, o que já não demonstra uma ação de Líder.

Não gosto de Maradona também, foi um excelente jogador mas, daí a querer se comparar com Pelé, só é admitido pela conhecida “humildade” portenha.  No sábado, porém, após cair de 4 para a Alemanha, quando o jogo terminou ele cumprimentou cada um de seus jogadores, numa demonstração de liderança efetiva, que ficará marcada em todas as televisões do mundo.

Que lições podemos tirar disso tudo? Admitir a culpa é uma excelente demonstração de Liderança mas, apoiar os seus liderados na hora do revés gera um sentimento de coesão e verdadeiro espírito de equipe.

O lado bom de tudo isso é que Dunga deixa o comando da seleção, só espero que não chamem o Felipão que tem uma missão a cumprir no glorioso Palmeiras rsrsr.

Vamos refletir!