sábado, 18 de dezembro de 2010

Exame da OAB

O recente fato envolvendo o exame da Ordem dos Advogados do Brasil me levou a um processo de reflexão: pelo fato de encontrar profissionais de diversas áreas  com pouco embasamento conceitual e prático, imaginava  “a OAB está certa, todos os Conselhos deveriam fazer a mesma coisa”.

Agora penso diferente: este papel é dos Conselhos Profissionais ou do Ministério da Educação? Imagino agora que, após concluir todos os créditos na faculdade (residência, em caso de medicina), o Ministério da Educação deveria aplicar uma prova para aferir os conhecimentos e, somente poderia ser considerado “formado” o estudante que tivesse nota 7, por exemplo, neste exame.

A responsabilidade passaria ao MEC e não aos Conselhos Profissionais, que teriam, sim, uma atuação mais forte de fiscalização.

As alegações da OAB, a meu ver, não se sustentam, pois o exame está aferindo apenas o conhecimento técnico do bacharel em direito e não o seu caráter. O que temos visto atualmente? Advogados sendo presos por tráfico ou facilitação do tráfico. Outro sendo obrigado a abandonar o cliente por ser viciados em crack. Neste caso especifico, a OAB foi rápida em cumprir o seu papel fiscalizador e suspendeu o advogado por 90 dias.

Por que este meu questionamento? O Conselho Regional de Medicina não faz exame de proficiência antes de considerar o profissional um médico. Esta profissão, sim, considero muito mais importante que a de advogado - com todo respeito aos advogados, pois seus erros podem até ser fatais.

E os profissionais de fisioterapia, enfermagem, fonoaudiologia e psicologia; que podem causar danos profundos nas pessoas? Os administradores, economistas, contadores que podem causar danos irreparáveis às empresas e à economia como um todo? Engenheiros, arquitetos e tantos outros profissionais. Por que colocar a profissão de advogado acima das outras?

Cabe agora, ao Ministério da Educação, tomar as devidas providências para garantir que os formados realmente possuam um cabedal de conhecimento técnico que os permita exercer a profissão. Infelizmente ainda não temos como aferir, prontamente, as qualidades morais, mas essa, eu espero que o tempo mostre com clareza, separando os bons dos maus profissionais.

Ótima semana, um Feliz Natal e um ano de 2011 cheio de saúde

Nenhum comentário:

Postar um comentário