sábado, 16 de abril de 2011

Uma reflexão sobre Treinamento

Dois dias depois da inauguração da Disneylândia, em 13 de julho de 1955, Walt Disney chamou a seu escritório o vice-presidente do elenco. Normalmente o mais calmo dos indivíduos, Disney estava tão contrariado com uma situação na Ilha de Tom Sawyer que ele enxotou todos para fora do seu escritório, com exceção do executivo do elenco, e fechou a porta, uma atitude que não era característica de Walt Disney.

A causa imediata da agitação de Disney era o comportamento do menino contratado para fazer Tom Sawyer. O ruivo e sardento menino de 12 anos, que parecia muito com o fictício aluno do Missouri, aparentemente tinha lido o romance de Mark Twain e estava fazendo todo o possível para imitar o desordeiro Tom: ele estava procurando briga de verdade com outros meninos que visitavam a ilha!

Era uma questão delicada, uma vez que o próprio Walt havia sugerido para o trabalho o menino, que antes era um mensageiro do seu escritório. O vice-presidente, acatando a sugestão do chefe, havia na mesma hora contratado o jovem. Agora o executivo estava dizendo a Disney: ‘O garoto está surrando seus hóspedes. Temos de demiti-lo’.

Mas a resposta de Walt, às portas fechadas, pegou de surpresa o vice-presidente. O chefe estava transtornado, sem dúvida, mas a sua ira se dirigia ao executivo, por ter deixado de treinar o menino para que realizasse o ‘bom show’. O menino estava apenas tentando fazer o seu trabalho da melhor maneira que sabia, argumentou Walt. A falha era da administração da Disney, por não se certificar que o menino entendeu o que se esperava dele.

(Trecho extraído de O Estilo Disney, Bill Capodagli e Lynn Jackson)

Esta história pode nos levar a diversas reflexões:

- Quantos são os Presidentes de Empresas que Realmente se preocupam em treinar as pessoas antes que elas assumam as funções que devem desempenhar?

- Por que a maioria dos executivos pensa como o vice-presidente, há 55 anos atrás? “Não está fazendo certo – temos que demitir”.

- Qual o custo de “Não Treinar” em comparação com o custo de “Treinar”, para os resultados da organização?

- Quantas são as empresas que se preocupam verdadeiramente em investir em treinamento?

Esta semana coloquei este texto (resumido) no meu Twitter: “Perguntaram ao Presidente de uma Grande Empresa que estava investindo uma quantia e tempo razoáveis em programas de treinamento para os funcionários: – O Sr. não tem receio de treinar os funcionários e eles irem embora da empresa? Ele respondeu -  E se não treinar e eles ficarem?

Vamos dar ao treinamento a importância que ele merece, nem mais nem menos.

Como viram, fiz várias perguntas e não dei nenhuma resposta. Pensem, reflitam, comentem!

Boa Páscoa a todos

Humberto Souza