segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Os 20 hábitos que os executivos devem abandonar

Hábito 3– “Agregar valor demais”

Baseado no livro de Marshall Goldsmith What got you here won’t get you there (estranhamente traduzido como Reinventando o seu próprio sucesso).

“Gastamos muito tempo ensinando líderes o que fazer. Não gastamos tempo suficiente ensinando líderes o que parar de fazer” – Peter Drucker.

Este hábito é uma variante do hábito anterior “necessidade de ganhar sempre”, muito comum nos líderes acostumados a dirigir áreas ou empresas e dar a palavra final.

Exemplificando: Uma pessoa que esteja sob sua liderança lhe apresenta uma ideia muito boa sobre determinado assunto, você acha a ideia muito boa mas não se contém e diz: “Excelente ideia, mas o que você acha de fazermos assim ...”

Quando isso acontece, por mais que a sugestão tenha sido boa para o projeto, ela deixa de ser de quem deu a ideia e passa a ser SUA.

Será que custa muito dizer “excelente ideia, leve adiante e me informe se precisar de alguma ajuda”?

Pense nisso: Se você incrementa a minha ideia em 5%, reduz o meu comprometimento em 50%.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

O líder: “O programa do mês”

Certa vez, tivemos a oportunidade de conhecer um líder de empresa muito interessante. Ele sempre se interessa por novidades. Até ai, nada de mau. O problema é que, para cada novidade, o projeto anterior é abandonado, mesmo que pudesse correr em paralelo.

Esta organização, num passado não muito distante, criou um produto que faz sucesso até hoje, e também vem sustentando os vários “Programas do mês”. O que isso significa? Falta de continuidade e descrédito por parte dos colaboradores.

Aliás, somente depois de termos “terminado” o nosso trabalho, entendi o que as pessoas queriam dizer quando perguntavam: “Vocês acham que teremos tempo para implantar esta mudança?”

Em minha análise, a empresa sofre de falta de rumo, ou melhor, de consistência de rumo. Quando as melhorias acontecem você nunca sabe dizer de qual programa ela se originou. Portanto, fica muito difícil dar continuidade ao que deu certo.

Em 2008, assisti a uma palestra do Ken Blanchard, com o mesmo título do livro que li posteriormente, Know can do. Ele disse que as empresas devem permanecer fiéis a uma linha de ação, implementar e avaliar antes de ficar “pulando de galho em galho”.

Ao longo de minha carreira de consultor, já me deparei com empresas pedindo propostas para implantar programas e, infelizmente, tivemos que declinar por entender que iria de encontro ao que já estava sendo implantado. Não que fosse melhor ou pior. Aconteceu que as linhas de ação não guardariam sinergia e, consequentemente, os resultados não seriam os mais adequados.

Coerência é o nome do jogo.

Será que agimos influenciados por modismos ou temos consciência do que queremos?

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Os 20 hábitos que os executivos devem abandonar

Hábito 2– “Necessidade de Ganhar Sempre”

Baseado no livro de Marshall Goldsmith What got you here won’t get you there (estranhamente traduzido como Reinventando o seu próprio sucesso).

“Gastamos muito tempo ensinando líderes o que fazer. Não gastamos tempo suficiente ensinando líderes o que parar de fazer” – Peter Drucker.

Há uma linha muito tênue entre “ser competitivo” e “ser super-competitivo”. Vencer é importante quando vale a pena.

Argumentamos demais para fazer valer o nosso ponto de vista e nos esquecemos de fazer duas perguntas fundamentais:

1 - Para onde essa discussão está nos levando?

2 - A energia que estou gastando vai nos levar a um resultado melhor?

Aproveito este momento para fazer, de público, um mea culpa. Eu tenho este hábito e estou tentando mudar, só quero levar adiante uma discussão quando sentir que o meu ponto de vista, além de ser correto, vai influenciar positivamente na situação, ou quando sentir que a sua não adoção pode causar prejuízo - respondendo SIM à pergunta número 2.

Lembrem-se, temos dois ouvidos e uma boca, vamos ouvir o dobro e falar a metade. Ou, colocando de outra forma: falar é “prata”; ouvir é “ouro”.

Eu já fiz a minha reflexão e estou buscando uma mudança. E você, já fez a sua?

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Mais algumas reflexões sobre “liderança”

Conforme prometido, vamos fazer mais algumas reflexões sobre “liderança” (propositalmente escrita entre aspas e em letras minúsculas). Lembram-se daquele “líder” da minha última publicação de 2012 (dia 6/12)? Tenho mais algumas notícias que soube de sua ação de “liderança”:

Em dezembro, ele resolveu cancelar todas as férias de operários e encarregados previstas para aquele mês, pois os prazos de entrega teriam que ser cumpridos. Apesar de demonstrar falta de planejamento, vamos dar um crédito de confiança de que as vendas tenham aumentado e que ele precisasse de toda a sua equipe para entregar tudo, antes do final do ano, o que talvez “justificasse” o sacrifício.

Para minha surpresa, soube que, no período entre Natal e Ano Novo, ele saiu em férias e viajou, só retornando em janeiro.

Em 1995, na minha primeira viagem aos Estados Unidos para participar de um congresso da ASTD – American Society for Training and Development – assisti a uma palestra e conversei com o autor de um livro, Eric Harvey, cujo título havia me chamado à atenção: Walk the Talk que, em uma tradução literal, significa: Caminhe o seu discurso. Traduzindo do português para o português como Seja Coerente. Recomendo a leitura

Pergunto: como vocês acham que os encarregados e operários que tinham férias marcadas, planejavam viajar para encontrar familiares, tinham compromissos já assumidos, se sentiram? Soube que a relação de desculpas pelos prazos não cumpridos estava atualizadíssima.

Mesmo sabendo que coerência não é o forte deste “líder”, o fato bateu alguns recordes pois, além da insatisfação causada pela falta de planejamento que ocasionou o cancelamento das férias de grande número de pessoas, gerou a falta de comprometimento e empenho para cumprir os prazos de entrega.

Estes são alguns exemplos da vida real que aumentam a minha curiosidade em saber: Como empresas com este tipo de “líderes” continuam lucrativas?  Pensei que a época do faça o que mando, não faça o que faço houvesse sido enterrada há muito tempo. Ledo engano!

Vamos nos esforçar para sermos coerentes com o que falamos.

 

 

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Estou de Volta

Primeiramente, um Feliz 2012 a todos!

Durante o ano de 2011 fui extremamente indisciplinado no que diz respeito ao Blog, fugindo completamente do meu propósito inicial de publicar uma vez por semana. Peço desculpas pela minha falha.

Como é de praxe, sempre fazemos as nossa resoluções para o ano novo. Fui inspirado por minha filha (Melina), que, no ano passado se comprometeu com um projeto de postar uma foto nova por dia, durante 365 dias, e cumpriu religiosamente. Assim, meu projeto para 2012 é atingir 52 publicações - ou uma por semana, pelo menos.

Como iniciei o Blog com a série “Ande um pouco com os meus sapatos”, desta vez parte de minhas publicações será baseada no livro do renomado coach americano Marshall Goldsmith What got you here won’t get you there (estranhamente traduzido como Reinventando o seu próprio sucesso). O tema será Os 20 hábitos que os executivos devem abandonar. Nas 32 semanas, serão abordados outros temas de Liderança e Gestão. Os hábitos não serão publicados em sequência e sempre serão precedidos pelo seguinte pensamento: “Gastamos muito tempo ensinando líderes o que fazer. Não gastamos tempo suficiente ensinando líderes o que parar de fazer” – Peter Drucker.

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Hábito 1 – “A Ilusão do Sucesso”

Este é um hábito que líderes que ocupam a mesma posição por muito tempo adquirem e se prendem fortemente a ele. Isto os impede de ver que o mundo muda e evolui, e que novas e melhores formas de fazer as coisas surgem a cada momento.

Um paradoxo bastante interessante é o tipo de pensamento destes líderes: “Eu atingi o sucesso e me comporto desta maneira, portanto, devo ter atingido o sucesso por me comportar assim”. O pensamento correto poderia ser: “Atingi o sucesso APESAR deste comportamento, portanto, tenho que mudar se quiser seguir adiante”.

Boa reflexão!