segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Mais algumas reflexões sobre “liderança”

Conforme prometido, vamos fazer mais algumas reflexões sobre “liderança” (propositalmente escrita entre aspas e em letras minúsculas). Lembram-se daquele “líder” da minha última publicação de 2012 (dia 6/12)? Tenho mais algumas notícias que soube de sua ação de “liderança”:

Em dezembro, ele resolveu cancelar todas as férias de operários e encarregados previstas para aquele mês, pois os prazos de entrega teriam que ser cumpridos. Apesar de demonstrar falta de planejamento, vamos dar um crédito de confiança de que as vendas tenham aumentado e que ele precisasse de toda a sua equipe para entregar tudo, antes do final do ano, o que talvez “justificasse” o sacrifício.

Para minha surpresa, soube que, no período entre Natal e Ano Novo, ele saiu em férias e viajou, só retornando em janeiro.

Em 1995, na minha primeira viagem aos Estados Unidos para participar de um congresso da ASTD – American Society for Training and Development – assisti a uma palestra e conversei com o autor de um livro, Eric Harvey, cujo título havia me chamado à atenção: Walk the Talk que, em uma tradução literal, significa: Caminhe o seu discurso. Traduzindo do português para o português como Seja Coerente. Recomendo a leitura

Pergunto: como vocês acham que os encarregados e operários que tinham férias marcadas, planejavam viajar para encontrar familiares, tinham compromissos já assumidos, se sentiram? Soube que a relação de desculpas pelos prazos não cumpridos estava atualizadíssima.

Mesmo sabendo que coerência não é o forte deste “líder”, o fato bateu alguns recordes pois, além da insatisfação causada pela falta de planejamento que ocasionou o cancelamento das férias de grande número de pessoas, gerou a falta de comprometimento e empenho para cumprir os prazos de entrega.

Estes são alguns exemplos da vida real que aumentam a minha curiosidade em saber: Como empresas com este tipo de “líderes” continuam lucrativas?  Pensei que a época do faça o que mando, não faça o que faço houvesse sido enterrada há muito tempo. Ledo engano!

Vamos nos esforçar para sermos coerentes com o que falamos.

 

 

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