segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

O líder: “O programa do mês”

Certa vez, tivemos a oportunidade de conhecer um líder de empresa muito interessante. Ele sempre se interessa por novidades. Até ai, nada de mau. O problema é que, para cada novidade, o projeto anterior é abandonado, mesmo que pudesse correr em paralelo.

Esta organização, num passado não muito distante, criou um produto que faz sucesso até hoje, e também vem sustentando os vários “Programas do mês”. O que isso significa? Falta de continuidade e descrédito por parte dos colaboradores.

Aliás, somente depois de termos “terminado” o nosso trabalho, entendi o que as pessoas queriam dizer quando perguntavam: “Vocês acham que teremos tempo para implantar esta mudança?”

Em minha análise, a empresa sofre de falta de rumo, ou melhor, de consistência de rumo. Quando as melhorias acontecem você nunca sabe dizer de qual programa ela se originou. Portanto, fica muito difícil dar continuidade ao que deu certo.

Em 2008, assisti a uma palestra do Ken Blanchard, com o mesmo título do livro que li posteriormente, Know can do. Ele disse que as empresas devem permanecer fiéis a uma linha de ação, implementar e avaliar antes de ficar “pulando de galho em galho”.

Ao longo de minha carreira de consultor, já me deparei com empresas pedindo propostas para implantar programas e, infelizmente, tivemos que declinar por entender que iria de encontro ao que já estava sendo implantado. Não que fosse melhor ou pior. Aconteceu que as linhas de ação não guardariam sinergia e, consequentemente, os resultados não seriam os mais adequados.

Coerência é o nome do jogo.

Será que agimos influenciados por modismos ou temos consciência do que queremos?

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