terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Os 20 hábitos que os executivos devem abandonar

Hábito 5– “Fazer comentários destrutivos”

Baseado no livro de Marshall Goldsmith What got you here won’t get you there (estranhamente traduzido como Reinventando o seu próprio sucesso).

“Gastamos muito tempo ensinando líderes o que fazer. Não gastamos tempo suficiente ensinando líderes o que parar de fazer” – Peter Drucker.

Várias pessoas fazem comentários destrutivos, mesmo sem pensar. Em uma reunião as pessoas até sorriem, se o comentário não disse respeito a quem estava sorrindo mas, um próximo pode ser direcionado a ele e, não vai rir mais.

Antes de fazer um “comentário” pergunte-se:

· Este comentário vai ajudar os nossos clientes?

· Este comentário vai ajudar a empresa?

· Este comentário vai ajudar a pessoa com quem estou falando?

· Este comentário vai ajudar a pessoa de quem estou falando?

A questão pode até ser irrelevante mas, com certeza pode deixar a pessoa magoada.

Para quem assiste a série de TV, “House”, é fácil perceber como os personagens ficam constrangidos com os comentários destrutivos dele. Lá é somente um filme e os personagens são atores e, na vida real como será que as pessoas estão reagindo aos nossos comentários destrutivos?

Vamos pensar um pouco mais antes de fazer os comentários, repassando as quatro indagações acima. As pessoas ao nosso lado irão agradecer.

Boa reflexão

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Os 20 hábitos que os executivos devem abandonar

Hábito 4– “Impor julgamentos”

Baseado no livro de Marshall Goldsmith What got you here won’t get you there (estranhamente traduzido como Reinventando o seu próprio sucesso).

“Gastamos muito tempo ensinando líderes o que fazer. Não gastamos tempo suficiente ensinando líderes o que parar de fazer” – Peter Drucker.

Vamos começar falando de uma pessoa que chega a uma clínica com a perna quebrada. Cabe ao médico e sua equipe “consertar” a perna. Não interessa, naquele momento, saber se a perna foi quebrada em um jogo de futebol ou escorregando na rua. Não é necessário julgar.

Vamos agora pensar em uma reunião de equipe sobre sugestões de melhoria e, ao ouvir a primeira sugestão, o chefe diz “boa ideia”; na segunda sugestão, ele diz “excelente ideia”; e, na terceira, ele diz “muita boa ideia”.

Duas coisas vão ocorrer nos participantes:

Primeiro, vão ranquear as ideias como 3, 1 e 2, baseados nas exclamações do chefe;

Segundo, os participantes irão se perguntar: “Em que posição vai ficar a minha ideia? Será ‘excelente’, ‘muito boa’, ‘boa’ ou será esquecida?”

Não seria muito mais fácil agradecer, de maneira sincera e passar para a próxima? Mesmo com muita experiência, será que temos condições de julgar se uma ideia é excelente, boa, muito boa ou ruim, instantaneamente?

A sugestão de Marshall Goldsmith, tanto em situações de cunho pessoal quanto empresarial, é dizer, de maneira sincera, “obrigado”, sem fazer julgamentos.

E nós, continuamos julgando? Boa reflexão!

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Tive um chefe “psicopata”

Lendo uma matéria na VOCÊ S/A deste mês concluí qual era o perfil de um dos chefes que eu tive: Psicopata corporativo.

Como tive uma infinidade de chefes ao longo de minha “vida corporativa” não estou cometendo nenhuma indiscrição, meu objetivo é alertar as pessoas a prestarem atenção e tomarem cuidado.

Além das experiências que tive com ele, no período em que não era meu chefe e depois quando passou a ser, também conversei com ex-subordinados dele para ver qual a impressão que tinham. Eis o que “apareceu”, do que eu me lembro:

Característica 1: Jamais ele vai levantar a voz para você, o máximo que ele pode fazer é demonstrar a sua insatisfação na expressão facial e nas palavras;

Característica 2: Sempre fala em tom bem baixo; isto faz com que não haja testemunhas do que ele falou para você;

Característica 3: Sempre te pede para cuidar de uma tarefa cuja responsabilidade seria de outra pessoa, alegando que ela está completamente sem tempo (obviamente não avisa a pessoa);

Característica 4: Quando você chega à conclusão de que uma pessoa fez algo errado e fala com ele em tom afirmativo, ele concorda com você e demonstra somente pela expressão facial ou gestos, sem pronunciar uma palavra sequer, mesmo sabendo que você não está certo. Caso seja necessário, no futuro ele diz que jamais falou algo naquela situação;

Característica 5: Sempre que você está falando com uma pessoa de escalão superior, da própria ou de outra área ele quer saber qual era a conversa;

Característica 6: Sempre procura fazer projetos ou encampar ideias que agradem aos escalões superiores, sejam factíveis ou não; afinal, “marketing é marketing”, ele pensa;

Característica 7: Sempre muito amável e cordato nas reuniões da equipe, nunca entra em conflito aberto com qualquer participante;

Característica 8: Assume compromissos com terceiros em nome de algum membro da equipe e não comunica a este membro. Depois se desculpa com o membro da equipe, mas não diz à pessoa que ele não tinha feito o pedido;

Característica 9: Nunca dá 100% das informações de que você precisa para fazer o seu trabalho. Ao invés de dizer tudo de uma vez, vai aumentando a dose à medida que você faz a entrega, sempre dizendo que é um acréscimo solicitado depois;

Característica 10: Se alguém faz queixa para ele sobre qualquer membro da sua equipe ele pede para a pessoa documentar por e-mail (de preferência que mande a queixa direto para a pessoa com cópia para ele), com isso ele se arma para qualquer decisão que venha a tomar;

Característica 11: Procura se responsabilizar por atividades que os escalões superiores não gostem de fazer, não tenham aptidão ou não queiram se expor, o que garante sua sobrevivência.

Quando falei com minha filha sobre estas características, ela me deu uma ajuda extra, trazendo um livro de psicologia, que relatava estas características que mencionei, e uma referência eu gostaria de citar: “Alguns [psicopatas], acredita-se, fazem carreiras brilhantes de sucesso nas áreas militar ou de negócios” (Harrington, 1972).

A parte interessante é que o psicopata corporativo acha que as pessoas não conversam entre si, que não comentam os seus pedidos, que, ao descobrir o que faz com os outros, não extrapola para a sua própria situação.

Soube que este meu ex-chefe ainda está na empresa e, sem dúvida é a pessoa com maior capacidade de sobrevivência na organização. Aliás, é característica de todo psicopata que se preze garantir a sua “imortalidade corporativa

Será que você já teve um chefe assim? Sinta-se livre para comentar.

Boa reflexão!