segunda-feira, 25 de junho de 2012

Os 20 hábitos que os Executivos devem abandonar–Hábito 13

Baseado no livro de Marshall Goldsmith What got you here won’t get you there (traduzido como Reinventando o seu próprio sucesso).

“Gastamos muito tempo ensinando líderes o que fazer. Não gastamos tempo suficiente ensinando líderes o que parar de fazer” – Peter Drucker.

“Dar desculpas”

Quando passamos a vida dando desculpas, caímos no descrédito com todos. Existem dois tipos de desculpas, o primeiro é o que chamamos “esfarrapada”, Exemplo: não compareço a uma reunião e, quando sou cobrado digo que a minha secretária colocou no dia errado em minha agenda. Com isso estou dizendo: "culpe a minha secretária, não a mim". No mais puro estilo Sartre “o inferno são os outros”.

O segundo é colocar a culpa em nosso DNA, ou seja, culpamos a nossa genética pelas nossas falhas. Exemplos: "Acho que sou impaciente de nascença"; "Só consigo fazer as coisas no último minuto"; "Sempre tive este temperamento forte"; "Não consigo 'administrar' meu tempo adequadamente, estou sempre atrasado". Aqui cabe uma observação, algumas destas frases podem ter sido, realmente, inoculadas em nossas mentes desde a infância e acabar se tornando profecias autorrealizáveis.

Em qualquer dos casos, cabe a nós mudar. No primeiro, assumindo as nossas falhas e, no segundo, perguntando “por que?” e "o que vou fazer para corrigir?" Por exemplo, o que vou fazer para corrigir o meu temperamento forte? Praticar Yoga, fazer meditação? O que vou fazer para não chegar mais atrasado? Adiantar o relógio? Me matricular em um Curso de Gestão do Tempo?

Caso venhamos a cometer uma falha, nossa resposta deveria ser: “Não há desculpas para a minha falha, vou me esforçar ao máximo para que não aconteça novamente.” E, realmente, se empenhar para se corrigir.

Quem pode e deve ser responsável por nós, somos nós mesmos. Não terceirize sua responsabilidade.

Boa reflexão.

2 comentários:

  1. Humberto,

    De forma geral, há razão no que você veiculou, mas, permita-me uma dissonância: não somos iguais e as receitas para liderança parecem ignorar isso. Acho que podemos melhorar sempre e em muitos aspectos, mas é fato que temos características que nos marcam. Eu, por exemplo, sou impaciente. Não sou intolerante, mas sou muito impaciente. Algum dia deixarei de sê-lo? Provavelmente não. Não uso a minha impaciência como desculpa e nem sei se ela nasceu comigo ou eu é que renasci com ela, mas eu não quero, não vou e, muito provavelmente, não posso tornar-me um ser extremamente paciente.
    A única diferença - e talvez a mais importante - em relação aos seus exemplos, é que eu procuro não usar minha impaciência como desculpa para nada e enfrento as consequências de ser assim. Para o bem (porque há um bem em ser impaciente) e para o mal.

    Abração,

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  2. Álvaro,
    Conheço a sua impaciência, de longa data e, quando foi meu chefe eu cumpria o horário com que me comprometia, independente das demais pessoas com quem você tinha contato estarem me perguntando quando eu iria levar o trabalho para você. Tem que analisar se outras pessoas faziam o mesmo ou corriam antes do prazo, por causa de sua impaciencia, isto sim estaria afetando-as.
    Como você me conhece bem sabe o que está neste post, se a sua impaciencia não está afetando o trabalho de ninguém, é só uma característica sua, mudar ou não mudar é uma decisão de foro intimo mas, se estiver afetando outros, sugiro uma re-análise.
    para o bem o para o mal rsrsrsr
    Abraços baianos

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