segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

“Venha a nós... e, ao vosso reino, nada?”

Não, este não é um post com cunho religioso (até porque a oração estaria errada): é, na verdade, uma reflexão a respeito da prática de networking que muitas pessoas acabam desvirtuando, conforme percebi ao longo de minha atuação como gestor e mesmo antes, quando trabalhava como executivo dentro de empresas.

Dentro de uma empresa, temos a oportunidade de conhecer uma infinidade de pessoas, às vezes em todos os níveis hierárquicos; com algumas, o relacionamento profissional é mais próximo, com outras, nem tanto, mas não deixa de ser um contato. Independentemente da proximidade, conhecer pessoas dentro de uma empresa pode abrir portas no futuro, seja para você ou para outros (a famosa "indicação").

Já ouvi (e vivenciei) casos em que as pessoas simplesmente só entravam em contato quando precisavam de indicação – quando já saíram ou pretendem sair do emprego –, mesmo depois de meses ou anos sem dar notícia. Normalmente iniciam a conversa como se esse tempo, sem contato, simplesmente não existisse ("como andam as coisas? Seu telefone continua o mesmo? Ainda está trabalhando na área?") e, em seguida, perguntam se podem mandar o currículo para que você possa repassar para seus contatos. Esse tipo de situação, inclusive, acontece com pessoas de todos os escalões (diretivo, gerencial e operacional).

Mesmo sabendo que elas também poderiam ter ajudado você, essas pessoas escolhem aparecer só quando elas precisam – como se networking fosse uma via de mão única. Há vezes em que, com seu apoio, elas conseguem um emprego, mas não dão retorno – você acaba sabendo por meio de terceiros.

Algumas pessoas podem argumentar ou perguntar "e você, faz contato com estas pessoas?" A minha resposta é "sim", na grande maioria dos casos, seja indicando livros, mandando arquivos de sites interessantes ou mesmo falando de futebol, sempre com muito cuidado para que o meu contato não seja entendido como propaganda pessoal ou de meus serviços profissionais. Se não há resposta, não fico insistindo.

Dito isso, talvez fique mais claro o título deste post: Por que sempre buscamos coisas para NÓS e nos esquecemos de compartilhar coisas boas com os outros? Não estou falando somente de oportunidades de trabalho, estou falando de filmes, artigos, etc.

Há pouco tempo ouvi uma frase interessante: "Não transforme seu NETWORKING em NOTWORKING". Não procure as pessoas somente quando está precisando delas, veja também como pode contribuir.

Para quem quer iniciar 2013 com novos paradigmas, vale a reflexão.

Feliz 2013!

sábado, 15 de dezembro de 2012

Os 20 hábitos que os Executivos devem abandonar - Hábito 18

Baseado no livro de Marshall Goldsmith What got you here won’t get you there (traduzido como Reinventando o seu próprio sucesso).

“Gastamos muito tempo ensinando líderes o que fazer. Não gastamos tempo suficiente ensinando líderes o que parar de fazer” – Peter Drucker.

“Falhar em expressar gratidão”

Existe uma expressão mágica que tem um incrível poder: “Muito obrigado(a)”. Ela não apenas é agradável aos nossos ouvidos, mas também nos ajuda a evitar problemas.

Da mesma forma que pedir desculpas, agradecer tem um efeito altamente positivo nas relações interpessoais. É algo que você pode dizer, de maneira positiva, sem qualquer risco de chatear o seu interlocutor. Existe uma regra de ouro: Se não sabe o que dizer, diga apenas “Muito Obrigado”.

Pense nisso: se alguém faz um comentário qualquer, dirigido a você, na pior hipótese você não aprenderá nada de novo, mas jamais “perderá” o que já sabia, portanto, diga “muito obrigado”, e lembre-se de que ele está tentando ajudar.

Reflita um pouco: alguma vez alguém deu a você uma sugestão e você respondeu de imediato “não estou bem certo se isso irá funcionar”? Ao dizer isso, você está dizendo a seu interlocutor “você está errado!”.

Como chefe, sua melhor resposta deveria ser “muito obrigado, eu não tinha pensado sobre este ângulo, ainda”. Este simples comentário encorajará a pessoa a continuar dando sugestões, enquanto o outro, a se calar.

Dizer “por favor” e “muito obrigado” é regra básica de etiqueta que pode e deve ser sempre seguida, seja você chefe ou não. Se for chefe, aliás, é mandatório.

Um fato corriqueiro que acontece comigo quando: vou comprar pão e, quando chega a minha vez na fila e a tendente pergunta o que vou querer, sempre digo “boa tarde, por favor, gostaria de 10 pães bem branquinhos”. Na mesma hora ela sorri e, quando me entrega os pães eu sempre digo: “Muito Obrigado”!

Será que estamos agradecendo a quem nos dá alguma sugestão, ou faz algo por nós?

Reflita!