segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Os 20 hábitos que os Executivos devem abandonar - Hábito 20

Baseado no livro de Marshall Goldsmith What got you here won’t get you there (estranhamente traduzido como Reinventando o seu próprio sucesso).

“Gastamos muito tempo ensinando líderes o que fazer. Não gastamos tempo suficiente ensinando líderes o que parar de fazer” – Peter Drucker.

“Passar a culpa”

Este hábito, voluntário, nos dá a exata dimensão da pessoa: Uma pessoa fraca em quem não podemos confiar!

Quando culpamos os outros, todos notam e ninguém fica bem impressionado.

“Culpar os outros” é o lado negro de receber créditos por algo que não fizemos.

Normalmente as pessoas que tem este hábito, criaram uma fama de infalibilidade, daqueles que nunca erram, são pessoas altamente exigentes consigo mesmas, e aqui não me cabe analisar se vem de alguma situação de infância ou adolescência. Quando, por alguma razão, cometem enganos, tem a a necessidade de encontrar outro culpado. “Eu sinto que tenho de ser perfeito portanto, qualquer imperfeição eu transfiro para alguém. Só que, ninguém é perfeito e, admitir nossas imperfeições, por incrível que pareça, nos leva à “perfeição”.

Ao admitir que cometemos um erro, estamos dizendo às pessoas “todos podem errar”. O problema maior não é, necessariamente, errar e sim o que fazemos com o erro. Se, simplesmente, transferimos a culpa ou se, verdadeiramente, buscamos aprender com o erro.

Quanto mais cultivarmos o hábito de assumir a nossa culpa, mais confiáveis seremos e melhor impressão causaremos.

Boa reflexão!

domingo, 7 de abril de 2013

Os 20 hábitos que os Executivos devem abandonar Hábito 19

Baseado no livro de Marshall Goldsmith What got you here won’t get you there (estranhamente traduzido como Reinventando o seu próprio sucesso).

“Gastamos muito tempo ensinando líderes o que fazer. Não gastamos tempo suficiente ensinando líderes o que parar de fazer” – Peter Drucker.

“Punir o mensageiro”

Algumas pessoas tem o péssimo hábito de punir quem traz más notícias. Este costume vem de tempos imemoriais quando os Reis mandavam matar aqueles que traziam más notícias, independente dos mesmos não terem a mínima culpa sobre os acontecimentos.

Este tipo de comportamento tem duas consequências imediatas e absolutamente danosas: Primeiro, é altamente injusto com a pessoa que está nos dando a notícia, uma vez que ela apenas nos informa, nada tendo a ver com o fato em si. Segundo, como herança dos tempos antigos, os mensageiros começam a mentir, naquele caso para não serem mortos e, nos tempos atuais, para evitar a ira do interlocutor.

Vamos refletir por alguns minutos, será que as pessoas estão nos dando informações verdadeiras ou, estão pintando um quadro mais bonito que a realidade? Se isso for verdadeiro, quais as consequências para nossas atitudes e tomadas de decisão?

Da próxima vez que alguém lhe der uma informação que não seja do seu agrado, simplesmente diga: “Muito Obrigado”. Você verá como o ambiente será mais saudável para todos.

Boa reflexão!

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

“Venha a nós... e, ao vosso reino, nada?”

Não, este não é um post com cunho religioso (até porque a oração estaria errada): é, na verdade, uma reflexão a respeito da prática de networking que muitas pessoas acabam desvirtuando, conforme percebi ao longo de minha atuação como gestor e mesmo antes, quando trabalhava como executivo dentro de empresas.

Dentro de uma empresa, temos a oportunidade de conhecer uma infinidade de pessoas, às vezes em todos os níveis hierárquicos; com algumas, o relacionamento profissional é mais próximo, com outras, nem tanto, mas não deixa de ser um contato. Independentemente da proximidade, conhecer pessoas dentro de uma empresa pode abrir portas no futuro, seja para você ou para outros (a famosa "indicação").

Já ouvi (e vivenciei) casos em que as pessoas simplesmente só entravam em contato quando precisavam de indicação – quando já saíram ou pretendem sair do emprego –, mesmo depois de meses ou anos sem dar notícia. Normalmente iniciam a conversa como se esse tempo, sem contato, simplesmente não existisse ("como andam as coisas? Seu telefone continua o mesmo? Ainda está trabalhando na área?") e, em seguida, perguntam se podem mandar o currículo para que você possa repassar para seus contatos. Esse tipo de situação, inclusive, acontece com pessoas de todos os escalões (diretivo, gerencial e operacional).

Mesmo sabendo que elas também poderiam ter ajudado você, essas pessoas escolhem aparecer só quando elas precisam – como se networking fosse uma via de mão única. Há vezes em que, com seu apoio, elas conseguem um emprego, mas não dão retorno – você acaba sabendo por meio de terceiros.

Algumas pessoas podem argumentar ou perguntar "e você, faz contato com estas pessoas?" A minha resposta é "sim", na grande maioria dos casos, seja indicando livros, mandando arquivos de sites interessantes ou mesmo falando de futebol, sempre com muito cuidado para que o meu contato não seja entendido como propaganda pessoal ou de meus serviços profissionais. Se não há resposta, não fico insistindo.

Dito isso, talvez fique mais claro o título deste post: Por que sempre buscamos coisas para NÓS e nos esquecemos de compartilhar coisas boas com os outros? Não estou falando somente de oportunidades de trabalho, estou falando de filmes, artigos, etc.

Há pouco tempo ouvi uma frase interessante: "Não transforme seu NETWORKING em NOTWORKING". Não procure as pessoas somente quando está precisando delas, veja também como pode contribuir.

Para quem quer iniciar 2013 com novos paradigmas, vale a reflexão.

Feliz 2013!

sábado, 15 de dezembro de 2012

Os 20 hábitos que os Executivos devem abandonar - Hábito 18

Baseado no livro de Marshall Goldsmith What got you here won’t get you there (traduzido como Reinventando o seu próprio sucesso).

“Gastamos muito tempo ensinando líderes o que fazer. Não gastamos tempo suficiente ensinando líderes o que parar de fazer” – Peter Drucker.

“Falhar em expressar gratidão”

Existe uma expressão mágica que tem um incrível poder: “Muito obrigado(a)”. Ela não apenas é agradável aos nossos ouvidos, mas também nos ajuda a evitar problemas.

Da mesma forma que pedir desculpas, agradecer tem um efeito altamente positivo nas relações interpessoais. É algo que você pode dizer, de maneira positiva, sem qualquer risco de chatear o seu interlocutor. Existe uma regra de ouro: Se não sabe o que dizer, diga apenas “Muito Obrigado”.

Pense nisso: se alguém faz um comentário qualquer, dirigido a você, na pior hipótese você não aprenderá nada de novo, mas jamais “perderá” o que já sabia, portanto, diga “muito obrigado”, e lembre-se de que ele está tentando ajudar.

Reflita um pouco: alguma vez alguém deu a você uma sugestão e você respondeu de imediato “não estou bem certo se isso irá funcionar”? Ao dizer isso, você está dizendo a seu interlocutor “você está errado!”.

Como chefe, sua melhor resposta deveria ser “muito obrigado, eu não tinha pensado sobre este ângulo, ainda”. Este simples comentário encorajará a pessoa a continuar dando sugestões, enquanto o outro, a se calar.

Dizer “por favor” e “muito obrigado” é regra básica de etiqueta que pode e deve ser sempre seguida, seja você chefe ou não. Se for chefe, aliás, é mandatório.

Um fato corriqueiro que acontece comigo quando: vou comprar pão e, quando chega a minha vez na fila e a tendente pergunta o que vou querer, sempre digo “boa tarde, por favor, gostaria de 10 pães bem branquinhos”. Na mesma hora ela sorri e, quando me entrega os pães eu sempre digo: “Muito Obrigado”!

Será que estamos agradecendo a quem nos dá alguma sugestão, ou faz algo por nós?

Reflita!

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Os 20 hábitos que os Executivos devem abandonar - Hábito 17

Baseado no livro de Marshall Goldsmith What got you here won’t get you there (estranhamente traduzido como Reinventando o seu próprio sucesso).

“Gastamos muito tempo ensinando líderes o que fazer. Não gastamos tempo suficiente ensinando líderes o que parar de fazer” – Peter Drucker.

“Não ouvir”

Tanto em nossa vida pessoal quanto na profissional, não prestar atenção à outra pessoa é um ato considerado extremamente rude.

Quando você não presta atenção ao outro, está mandando as seguintes mensagens:

· Eu não me importo com você

· Eu não entendo você

· Você está errado

· Você não é uma pessoa inteligente

· Você está me fazendo perder tempo

Muitas vezes as pessoas podem não notar, em um primeiro momento, que você não está prestando atenção, até o exato momento em que você começa a demonstrar impaciência.

No ambiente de trabalho, em reuniões ou em apresentações, as pessoas, independente do nível, começam a olhar para o relógio.

Não sei se já passaram pela situação de estar fazendo uma apresentação e alguém, mais sênior ficar o tempo todo dizendo: - próximo slide, assim que você tenha terminado de falar.

Muitas vezes não é por “falta de educação” e sim por já termos entendido a mensagem e, nos esquecermos de que as outras poessoas podem não ser tão “brilhantes ou inteligentes” quanto nós.

Proponho um exercício, todas as vezes que já souber o assunto da apresentação, pergunte-se: - Como era quando eu não sabia? Isso não é válido somente para apresentações e sim para qualquer dialogo.

Vamos parar de revirar os olhos, procurar outras distrações e tamborilar os dedos impacientemente. Sendo rudes e demonstrando desrespeito não tornaremos melhor o nosso ambiente.

Vamos encorajar as pessoas a darem ideias, a se esforçarem mais!

Boa reflexão!

domingo, 26 de agosto de 2012

Os 20 hábitos que os Executivos devem abandonar - Hábito 16

Baseado no livro de Marshall Goldsmith What got you here won’t get you there (traduzido como Reinventando o seu próprio sucesso).

“Gastamos muito tempo ensinando líderes o que fazer. Não gastamos tempo suficiente ensinando líderes o que parar de fazer” – Peter Drucker.

“Recusar a demonstrar arrependimento”

Muitas pessoas pensam que pedir desculpas é um ato de fraqueza, principalmente aquelas que querem ganhar sempre.

Talvez achem doloroso admitir que estivessem erradas, talvez achem humilhante buscar o “perdão”, ou pensam que o ato de pedir desculpas as esteja forçando a ceder poder ou controle.

Quaisquer que sejam as razões, o simples fato de não pedir desculpas, tanto no ambiente de trabalho quanto em casa, causa tanto dano quanto qualquer outra falha pessoal.

Vamos pensar por um momento: como nos sentimos quando alguém faz algo errado e não nos pede desculpas? Quando pedimos desculpas, não estamos perdendo poder, nos humilhando ou demonstrando fraqueza: é justamente o contrário.

Ao pedir desculpas, você manda a seguinte mensagem: “Eu não posso mudar o passado, o que posso fazer é pedir desculpas pelo meu erro e me esforçar ao máximo para melhorar”. Pode até fazer mais, pedir ajuda sobre como pode melhorar.

Quando você demonstra arrependimento e declara sua dependência a outros, eles normalmente concordam em ajudá-lo. Lembre-se, ninguém é excelente em tudo.

Que tal começarmos a pedir desculpas quando estivermos errados?

Boa reflexão!

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Os 20 hábitos que os Executivos devem abandonar - Hábito 15

Baseado no livro de Marshall Goldsmith What got you here won’t get you there (traduzido como Reinventando o seu próprio sucesso).

“Gastamos muito tempo ensinando líderes o que fazer. Não gastamos tempo suficiente ensinando líderes o que parar de fazer” – Peter Drucker.

Dar preferencia ao “bajulador”

Em nenhuma organização que eu tenha conhecido ou trabalhado, vi alguma descrição de cargo que encorajasse o “puxa-saquismo”. Normalmente as descrições de perfis dizem: buscamos pessoas que “desafiem o sistema”, que “expressem suas opiniões nos diversos níveis”, que “digam o que realmente pensam”. Contudo, quem são as pessoas normalmente promovidas? Aquelas que nunca vão contra o chefe ou contra o sistema vigente mesmo que o achem errado.

É o que a Psicologia chama, com muita propriedade, de Dissonância Cognitiva. Eu peço um tipo de comportamento e premio exatamente o contrário.

Mesmo que nós não estejamos premiando o comportamento oposto, há uma forte tendência a privilegiar as pessoas que mais gostem de nós ou que demonstrem gostar, em detrimento daquelas que, eventualmente, sejam mais qualificados mas que vão de encontro às nossas ideias, que questionem as nossas decisões.

Eu já senti isso na pele, mas não me arrependo de ter sido um questionador, de não ter aberto mão de meus princípios e convicções, independente do preço pago.

Vamos nos questionar sempre, será que estamos favorecendo a pessoa certa ou apenas aqueles com que tenhamos mais afinidade – ou que abram mão de suas opiniões para nos agradar?

Boa reflexão

sábado, 14 de julho de 2012

Os 20 hábitos que os Executivos devem abandonar - Hábito 14

Baseado no livro de Marshall Goldsmith What got you here won’t get you there (traduzido como Reinventando o seu próprio sucesso).

“Gastamos muito tempo ensinando líderes o que fazer. Não gastamos tempo suficiente ensinando líderes o que parar de fazer” – Peter Drucker.

“Agarrar-se ao Passado”

Prender-se ao passado é uma forma de explicar o nosso comportamento baseado no tipo de criação que tivemos. Se você é perfeccionista, é por que seus pais nunca disseram que você era suficientemente bom; se você é superexigente, é por que seus pais também eram. Lembre-se, tudo isso é passado, o passado é bom para entender, mas não para gerar mudanças.

Não podemos mudar o passado, reescrevê-lo ou dar desculpas. Tudo que temos que fazer é aceita-lo, aprender com ele e seguir em frente.

Por alguma razão, certas pessoas adoram "viver no passado", principalmente se puderem culpar alguém por algo que deu errado em suas vidas. Usamos o passado como uma arma contra os outros.

Quando nos prendemos ao passado, deixamos de ver como são as coisas no presente e como podem ser melhores ainda no futuro.

O passado faz parte das escolhas que você fez, certas ou erradas. É PASSADO.

Pare de culpar os outros por escolhas que você fez. Olhe para o futuro!

Boa Reflexão

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Os 20 hábitos que os Executivos devem abandonar–Hábito 13

Baseado no livro de Marshall Goldsmith What got you here won’t get you there (traduzido como Reinventando o seu próprio sucesso).

“Gastamos muito tempo ensinando líderes o que fazer. Não gastamos tempo suficiente ensinando líderes o que parar de fazer” – Peter Drucker.

“Dar desculpas”

Quando passamos a vida dando desculpas, caímos no descrédito com todos. Existem dois tipos de desculpas, o primeiro é o que chamamos “esfarrapada”, Exemplo: não compareço a uma reunião e, quando sou cobrado digo que a minha secretária colocou no dia errado em minha agenda. Com isso estou dizendo: "culpe a minha secretária, não a mim". No mais puro estilo Sartre “o inferno são os outros”.

O segundo é colocar a culpa em nosso DNA, ou seja, culpamos a nossa genética pelas nossas falhas. Exemplos: "Acho que sou impaciente de nascença"; "Só consigo fazer as coisas no último minuto"; "Sempre tive este temperamento forte"; "Não consigo 'administrar' meu tempo adequadamente, estou sempre atrasado". Aqui cabe uma observação, algumas destas frases podem ter sido, realmente, inoculadas em nossas mentes desde a infância e acabar se tornando profecias autorrealizáveis.

Em qualquer dos casos, cabe a nós mudar. No primeiro, assumindo as nossas falhas e, no segundo, perguntando “por que?” e "o que vou fazer para corrigir?" Por exemplo, o que vou fazer para corrigir o meu temperamento forte? Praticar Yoga, fazer meditação? O que vou fazer para não chegar mais atrasado? Adiantar o relógio? Me matricular em um Curso de Gestão do Tempo?

Caso venhamos a cometer uma falha, nossa resposta deveria ser: “Não há desculpas para a minha falha, vou me esforçar ao máximo para que não aconteça novamente.” E, realmente, se empenhar para se corrigir.

Quem pode e deve ser responsável por nós, somos nós mesmos. Não terceirize sua responsabilidade.

Boa reflexão.

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Os 20 Hábitos que os Executivos devem abandonar - Hábito 12

Baseado no livro de Marshall Goldsmith What got you here won’t get you there (traduzido como Reinventando o seu próprio sucesso).

“Gastamos muito tempo ensinando líderes o que fazer. Não gastamos tempo suficiente ensinando líderes o que parar de fazer” – Peter Drucker.

“Pedir (receber) crédito que não merece”

Quando recebemos crédito por algo que não merecemos, cometemos dois crimes de uma só vez. Primeiro, nos apropriamos de algo que não merecemos e segundo privamos alguém de receber o crédito merecido.

Lembrando um pouco o nosso texto sobre “falhar em dar o reconhecimento adequado” (Hábito 11), se já nos sentimos mal em não receber o reconhecimento, imagine quando vimos outra pessoa se apropriar indevidamente dele? Será que todos estão completamente imbuídos do sentimento de Robert Woodrof, citado no final do Hábito 7?

Mas o nosso tema não é reconhecimento, a apropriação de crédito que não se merece integralmente.

Para sermos justos e não nos apropriarmos INDEVIDAMENTE de créditos por algo que não realizamos, podemos passar a agir de outro modo:

1) Em todos os trabalhos que fizer, pergunte-se: “Alguém mais contribuiu para este trabalho e, portanto, merece crédito?”. Se sim, dê os créditos.

2) Se você teve uma ideia, em uma reunião ou outra situação qualquer, ela veio através de sua fértil imaginação ou foi inspirada por um comentário de alguém? Neste caso, dê os créditos.

3) Comece a fazer o oposto: em qualquer trabalho executado, ao invés de “Eu” diga sempre “Nós” – além de tudo é uma forma mais simpática de falar.

Será que podemos corrigir eventuais erros do passado? Comece a pensar sobre os parabéns que recebeu e faça a pergunta 1 e aja de acordo com sua resposta.

Boa reflexão.