domingo, 6 de março de 2011

Uma pausa para o Carnaval

No início dos anos 80, aconteceu um fato fantástico no Carnaval de Salvador, final da tarde e início da noite. Descendo a Av. Sete de Setembro, eu estava acompanhando o Trio Elétrico de Armandinho, Dodô e Osmar e, obviamente, fazendo jus à frase do ilustre baiano Caetano Veloso, “Atrás do Trio Elétrico só não vai quem já morreu”

De repente, quase ao chegar à Praça Castro Alves, o trio parou de tocar, para surpresa dos milhares de foliões ali presentes. Foi quando notei que, descendo a Rua Chile, também muito próximo à Praça, estava o Trio dos Novos Baianos, capitaneado por Moraes Moreira.

Naquele tempo, não existia o celular e eles se comunicaram por sinais. Deram um acorde conjunto e começaram, ao mesmo tempo a tocar “Chão da Praça”, música que começa muito lenta mas depois, não deixa mais ninguém parado.

Se fecho os olhos, lembro-me nitidamente da emoção que senti enquanto pulava junto às milhares de pessoas que lotavam a Praça Castro Alves. Bons tempos, aqueles.

Este ano, Moraes quer reeditar o encontro de trios junto com a Banda Eva e espero que consiga fazer também com o Trio de Armandinho. Será a volta do carnaval baiano aos meus tempos de folião, e saibam que parei de brincar carnaval há 29 anos.

Para quem não conhece a música deixo um link do carnaval do ano passado. http://www.youtube.com/watch?v=d5LtLrr2JxA&feature=related

Abraços e bom carnaval a todos

quinta-feira, 3 de março de 2011

Coaching, uma técnica Milenar II

Dando continuidade ao assunto iniciado no post anterior, vamos buscar esclarecer algumas diferenças entre coaching e outras técnicas “similares”. Vamos dizer o que Coaching não é:

  • Aconselhamento

Como o próprio nome indica, refere-se ao ato de aconselhar, orientar, o que, de maneira alguma, é o propósito do Coaching. O Coaching não aconselha: instiga o Coachee a encontrar suas próprias soluções. Isto não significa que eventualmente o Coach não possa aconselhar, como querem os puristas, mas isso só deve ocorrer muito eventualmente.

  • Consultoria

Muito embora o Consultor desempenhe o trabalho de Coach, o Coach não deve desempenhar o papel de Consultor, pois este deve estar focado em estudar o assunto, sugerir alternativas e linhas de ação, em 90% dos casos, para “pessoas jurídicas” e não para “pessoas físicas”. Ao Coach, cabe o papel de “perguntar”, de ajudar a buscar soluções. Ele não não deve sugerir linhas de ação: estas linhas tem que ser descobertas pelo Coachee.

  • Terapia

Esta é uma das diferenças mais importantes, pois a terapia trata do passado e de questões não resolvidas, enquanto o foco do Coaching é o presente e o futuro, a busca de metas e resultados. Além disso, para ser terapeuta tem que ter uma formação específica em Psicologia, o que não é o caso do Coach. Um alerta: se o Coach for um psicólogo e notar que, por alguma razão, o Coachee tenha necessidade de um acompanhamento terapêutico, ele deve indicar para outro profissional, não deve assumir dois papeis.

  • Treinamento

Treinamento é um processo de aprendizagem, utilizado para ensinar alguma técnica ou mesmo fazer com que seja praticada uma nova habilidade. Tem um foco grande também na transferência de informações que podem ou não vir a se transformar em conhecimento. O Coaching trabalha com o desenvolvimento do potencial da pessoa para aplicação e obtenção de resultados futuros. O Coachee tem as respostas, só precisa ser estimulado.

  • Mentoring

O Mentoring, normalmente está alicerçado no conhecimento e sabedoria do mentor sobre um determinado tema. Ele é entendido como a “transferência  de sabedoria”, se é que é possível transferir sabedoria. Em empresas, os Mentores são pessoas mais experientes que orientam os mais novos sobre os caminhos a serem seguidos. O coaching não está preso à sabedoria ou do conhecimento do Coach sobre o assunto: ele tem que ter habilidade em fazer as perguntas certas

Para quem quiser ler mais sobre este tema, recomendo o livro Coaching Executivo de Rosa R. Krausz.

Um forte abraço a todos!