segunda-feira, 16 de abril de 2012

Os 20 hábitos que os executivos devem abandonar – Hábito 9

Baseado no livro de Marshall Goldsmith What got you here won’t get you there (traduzido como Reinventando o seu próprio sucesso).

“Gastamos muito tempo ensinando líderes o que fazer. Não gastamos tempo suficiente ensinando líderes o que parar de fazer” – Peter Drucker.

“Negatividade” ou, “Deixe-me explicar por que isso não vai funcionar”.

Estranhamente, muitos têm a necessidade de compartilhar pensamentos negativos, mesmo que ninguém peça.

Algumas destas pessoas são incapazes de dizer algo positivo a favor de qualquer projeto. Uma frase polida com que estas pessoas se expressam é: “o único problema com esta ideia é...”.

A negatividade é uma forma de demonstrar “autoridade” e “expertise” sobre o assunto, é ser “superior” aos demais.

As pessoas podem ver o lado negativo de uma proposta, claro. É até salutar, porque pode nos chamar à atenção para pontos-fracos que, eventualmente, deixamos escapar. O que não pode acontecer é ver SOMENTE o lado negativo. Isto nos leva à estagnação, nos impede de crescer, de ver outras possibilidades.

Ao longo dos anos, acabei desenvolvendo alguns antídotos contra o negativismo. São eles:

- Contra o negativista crônico e incurável: me afastar ou não dar a ele a chance de ser negativista, conversando sobre amenidades ou coisas que não possam me afetar negativamente.

- Contra os demais negativistas, uso a técnica das duas perguntas, dependendo da situação:

1. O que você sugere para que este projeto dê certo?

2. Que outra sugestão você daria para esta situação?

Vamos refletir. Será que estamos sendo negativos demais?

Abraços

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Os 20 hábitos que os executivos devem abandonar - Hábito 8

Baseado no livro de Marshall Goldsmith What got you here won’t get you there (estranhamente traduzido como Reinventando o seu próprio sucesso).

“Gastamos muito tempo ensinando líderes o que fazer. Não gastamos tempo suficiente ensinando líderes o que parar de fazer” – Peter Drucker.

“Falar quando se está com raiva”

Alguns gerentes justificam a raiva como uma “ferramenta de gestão”, e isso é algo que eu considero completo absurdo. Existe uma pequena multidão de líderes que não usam a raiva para conseguir “liderar” seu grupo e, para mim, Ghandi é o maior exemplo deles.

Os gerentes que adquirem a fama de serem “zangados”, “raivosos”, têm uma enorme dificuldade de mudar de estilo, principalmente pela descrença dos subordinados.

Este estilo normalmente é até bem visto nos esportes, e pode até funcionar. No nosso caso, temos o Bernardinho no basquete e Felipão no futebol, apenas para citar dois dos mais conhecidos. Contudo, não temos informações completas do dia-a-dia deles, se estão quase sempre irritados ou não. Pelo pouco que sabemos, os seus jogadores formam uma verdadeira “família” e, talvez, na hora do jogo, a raiva seja uma forma de “injetar” adrenalina nos jogadores.

Muitos gerentes dizem “Fulano me deixou nervoso com esta situação e não me contive, tive que gritar com ele”. Isto, para mim, é simplesmente uma demonstração de falta de controle.

Não quero ser utópico e achar que nunca vamos falar quando estivermos com raiva. O que estou dizendo é que isso não pode ser o nosso dia-a-dia ou “Ferramenta de Gestão”. Todas as vezes que falei quando estava com raiva, me arrependi depois.

Minha sugestão não demora mais que 20 segundos: todas as vezes em que estiver prestes a falar com raiva, pare, respire bem fundo e não diga nada. Como nos ensina Marshall Goldsmith: “Se você mantiver a boca fechada, ninguém saberá como está se sentindo naquele momento”.

Que tal refletir sobre isso? Ótima semana!